Disputa por mandato na Câmara de Pará de Minas segue com embates jurídicos e políticos. Márcia Marzagão contesta ações de Eugênio Mansur

A corrida eleitoral para a Câmara Municipal de Pará de Minas foi intensa, com centenas de candidaturas disputando uma das 17 vagas no Legislativo para o mandato 2025-2028. Após um período de campanha acirrada, os resultados foram divulgados na noite do dia 6 de outubro de 2024, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), confirmando os eleitos com 100% das urnas apuradas.

Duas candidaturas estavam sob judice e constaram na urna eletrônica, recebendo votos dos eleitores. A candidata Márcia Flávia Marzagão Albano (PSDB) obteve 950 votos, enquanto Daniel Rezende (Avante) somou 94 votos.

Já o ex-vereador Geraldo Eugênio Barbosa Mansur (Cidadania) disputou normalmente a eleição municipal e foi anunciado como foi eleito após receber 731 votos nas urnas e posteriormente foi diplomado pela Justiça Eleitoral durante cerimônia realizado no plenário da Câmara Municipal de Pará de Minas.

No entanto, uma reviravolta judicial alterou o cenário político. Márcia Flávia Marzagão Albano, que teve seu mandato cassado pela Câmara Municipal em 29 de novembro de 2022, conseguiu uma liminar na Justiça, permitindo sua diplomação e posse no cargo até que o mérito do caso seja analisado em instâncias superiores.

Agora, a vereadora alega que Geraldo Eugênio Barbosa Mansur estaria agindo nos bastidores para retomar sua vaga no Legislativo, utilizando, segundo ela, mecanismos políticos e jurídicos considerados antidemocráticos.

Márcia Marzagão destaca tentativa de retorno de ex-vereador à Câmara
Desde que reassumiu o mandato, a parlamentar afirma que enfrenta uma série de articulações nos bastidores para tentar anular a liminar que a mantém no cargo. Segundo Márcia Flávia Marzagão Albano, seu adversário político, Geraldo Eugênio Barbosa Mansur, vem adotando diferentes estratégias para tentar recuperar a cadeira na Câmara Municipal, e de acordo com ela, ela faz isso de maneira ilegítima:

Márcia Flávia Marzagão Albano

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A parlamentar destacou que a cassação de seu mandato, em 2022, ocorreu de maneira injusta e que seu retorno à Câmara foi respaldado por decisão liminar judicial, com base na soberania do voto popular.


A disputa nos tribunais e a incerteza sobre o mandato
Márcia Flávia Marzagão Albano reconhece que, juridicamente, há a possibilidade de que sua liminar seja questionada, mas ressalta que os métodos utilizados por seu adversário estão longe do que considera ético na política.

A vereadora também criticou articulações que, segundo ela, estariam ocorrendo nos bastidores da Câmara Municipal para fortalecer a posição de Geraldo Eugênio Barbosa Mansur:

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Próximos capítulos da disputa pelo mandato
O caso segue tramitando na Justiça e pode ter novos desdobramentos. Caso o mérito do processo seja julgado em favor de Márcia Flávia Marzagão Albano, sua permanência na Câmara Municipal será consolidada. No entanto, se a decisão for revertida, Geraldo Eugênio Barbosa Mansur poderá reassumir a cadeira no Legislativo municipal.

Enquanto aguarda a definição do caso, Márcia Flávia Marzagão Albano promete levar o debate à população, garantindo que os eleitores tenham conhecimento sobre os bastidores da disputa política.

A situação segue indefinida, e a expectativa é de que novos capítulos dessa disputa judicial e política ocorram em breve.

A reportagem do Portal GRNEWS fez contato com Geraldo Eugênio Barbosa Mansur. Ele respondeu que está em viagem e neste momento não se manifestará sobre as declarações de Márcia Flávia Marzagão Albano.

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