El Niño exige cuidados com a saúde e prevenção em Pará de Minas

Fenômeno climático pode agravar riscos à saúde

O aumento das temperaturas, as mudanças no regime de chuvas e os períodos de baixa umidade do ar estão entre os efeitos associados ao El Niño que podem afetar a saúde da população. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde de Pará de Minas, por meio da Vigilância em Saúde, orienta os moradores a reforçarem medidas preventivas para reduzir riscos relacionados ao calor, à proliferação de mosquitos e às doenças respiratórias.

O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica e pode modificar as condições climáticas em diferentes partes do planeta, inclusive no Brasil. Entre as consequências possíveis estão temperaturas elevadas, chuvas irregulares, estiagens e episódios de precipitação intensa.

Essas condições exigem atenção especial de crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, grupos mais vulneráveis à desidratação e a complicações provocadas pelas variações climáticas.

Calor pode acelerar o desenvolvimento do mosquito
Douglas Duarte, coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental de Pará de Minas, explica que o aumento da temperatura pode acelerar o ciclo de desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e da zika.

Segundo ele, quando a água dos recipientes onde estão as larvas fica mais quente, o desenvolvimento até a fase adulta ocorre mais rapidamente. Com isso, o intervalo para eliminar os criadouros se torna ainda mais importante, já que o mosquito pode chegar à fase adulta em menos tempo e ampliar o risco de transmissão das arboviroses.


O coordenador ressalta que a prevenção depende da participação dos moradores. Entre as medidas recomendadas estão verificar caixas-d’água, calhas, vasos de plantas e piscinas, além de eliminar recipientes que acumulem água e fazer a destinação adequada do lixo. Piscinas também precisam receber tratamento correto.

Douglas reforça a importância de permitir a entrada dos agentes de combate às endemias nos imóveis e seguir as orientações repassadas durante as visitas. Para quem não consegue receber os profissionais no horário comercial, há possibilidade de agendamento em outros períodos, inclusive aos finais de semana.

Baixa umidade favorece problemas respiratórios
As mudanças climáticas também podem contribuir para o agravamento de doenças que afetam o sistema respiratório. Maria de Lourdes Liguori, referência técnica da Vigilância Epidemiológica, alerta que períodos de seca, redução da umidade do ar, oscilações bruscas de temperatura e possível aumento da poluição podem ressecar as vias aéreas e facilitar infecções respiratórias.

Pessoas com asma, bronquite e outras doenças crônicas estão entre as mais suscetíveis, assim como crianças e idosos. Além dos problemas respiratórios, esses grupos precisam de atenção especial diante do risco de desidratação.


Para reduzir os efeitos do tempo seco, Maria de Lourdes recomenda beber bastante água, evitar a exposição ao sol nos horários mais quentes e manter a pele e as narinas hidratadas. O uso de umidificadores ou de toalhas molhadas no quarto também é apontado como uma alternativa para melhorar a umidade do ambiente.

Chuvas intensas exigem atenção à água e aos alimentos
Outro cuidado destacado pela Secretaria Municipal de Saúde envolve os períodos de chuva forte e possíveis enchentes. O contato com água contaminada e o consumo de alimentos atingidos pela inundação podem aumentar o risco de doenças.

A recomendação é evitar, sempre que possível, o contato com a água das enchentes e não consumir água ou alimentos que tenham sido expostos à contaminação. A população também deve reforçar a higiene das mãos, armazenar os alimentos adequadamente e utilizar água potável.

Quando houver dúvidas sobre a qualidade da água, a orientação é recorrer à água tratada ou seguir as recomendações dos serviços de saúde.

Prevenção ajuda a reduzir os impactos
A Vigilância em Saúde destaca que medidas cotidianas podem ajudar a diminuir os riscos associados às mudanças climáticas. Manter a hidratação, evitar exposição excessiva ao calor, cuidar da alimentação, eliminar locais que acumulem água e adotar precauções durante as chuvas são ações importantes para proteger a saúde.

Também é necessário observar sinais como sintomas persistentes, indícios de desidratação, dificuldade para respirar e febre. Nessas situações, a recomendação é procurar atendimento médico.

Portal GRNEWS © Todos os direitos reservados.

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!