Associação contesta vereador e diz que se os médicos recebessem em dia o hospital já teria fechado as portas

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A discussão em torno de mais uma das intermináveis crises financeiras do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) teve mais um capítulo nesta quarta-feira, 26 de outubro.

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No dia 19 de outubro, diretores do HNSC se reuniram com políticos no Plenarinho da Câmara Municipal de Pará de Minas e reclamaram da falta de repasses mensais por parte da prefeitura para ajudar a entidade.

Na ocasião foi cogitada a possibilidade de o Legislativo devolver dinheiro para a prefeitura, desde que o montante fosse repassado para o único hospital de Pará de Minas.

No mesmo dia, os médicos que atendem no HNSC realizaram assembleia e decidiram paralisar suas atividades parcialmente, caso não recebam os plantões atrasados há três meses e honorários médicos que eles não recebem há 10 meses.

Posteriormente a Associação Médica de Pará de Minas (AMPM) enviou nota informando que todas internações eletivas através do SUS, particulares e de convênios serão suspensas a partir do dia 18 de novembro, casos os médicos não recebem da diretoria do HNSC seus honorários e salários atrasados.

Outro capítulo foi escrito durante reunião da Câmara Municipal de Pará de Minas realizada na noite de segunda (24), quando foram aprovados, após muita discussão, dois requerimentos solicitando a devolução de dinheiro para a prefeitura e o repasse do montante para o hospital.

O presidente da Câmara Municipal Geovane Cardoso Correia deixou transparecer que o prefeito Antônio Júlio de Faria já tem outros planos para este dinheiro, caso ocorra a devolução.

Por outro lado, o vereador Silvério Severino Francisco foi totalmente contra os requerimentos e disse que os médicos que atuam no HNSC atendem mal, possuem fazendas, carrões e são um “saco sem fundo” quando se trata de dinheiro.

O prefeito Antônio Júlio de Faria também se manifestou sobre esta questão. Entretanto, não disse se repassará o dinheiro para o hospital, caso seja devolvido algum montante pela Câmara Municipal. Poder ser que sim, pode ser que não, a decisão caberá a ele. Porém, Antônio Júlio de Faria desabafou e disse que talvez seja o político que mais ajudou o HNSC. Somente nos últimos anos captou em recursos para aquisição de equipamentos e para custeio cerca de R$ 3,5 milhões. Acrescentou que a diretoria do HNSC não reconhece isso, mas a cada crise que tem no hospital culpa a prefeitura, que segundo Antônio Júlio de Faria está rigorosamente em dia com o hospital.

Nesta quarta-feira, 26 de outubro, mais um capítulo desta discussão relacionada à eterna crise financeira do HNSC, a Associação Médica de Pará de Minas (AMPM) encaminhou nota ao Portal GRNEWS, contestando as declarações do vereador Silvério Severino Francisco e entre outras coisas, seu presidente Éverton Marinho Paiva, que assina a nota, declara que o HNSC já teria fechado as portas, se estivesse pagando e dia os honorários e plantões médicos.

Veja a íntegra da nota:

“Gostaríamos de expressar, de forma veemente, nossa profunda insatisfação perante ao pronunciamento do Sr. vereador Silvério Severino Francisco no dia 24/10/2016 em reunião ordinária da Câmara Municipal de Pará de Minas.

Polemizar um assunto de tamanha relevância para a cidade não parece ajudar. Temos um trabalho árduo pela frente, onde devemos unir forças, para que possamos sair da maior crise financeira do nosso hospital.

Ter conhecimento um pouco mais profundo da saúde pública e de como o nosso hospital chegou nesta situação evitaria acusações indevidas.

O “saco em fundo” a qual se refere, certamente, não está sendo utilizado para a pagamento dos serviços prestados pelos médicos que estão desde Março/2016 sem repasses de honorários e há 3 meses sem os pagamentos de plantões. Lembro que só por isso o hospital chegou ao mês de outubro pois caso contrário teria fechado as portas. Todos os outros prestadores estão com os salários rigorosamente em dia.

Utilizar de forma desrespeitosa para se referir ao patrimônio dos médicos é irresponsável e injusta. Todos construíram seus patrimônios de forma honesta e com trabalho, pagando devidamente seus impostos.

Também não vejo fundamento quando disse que os médicos atendem mal aos pacientes. Obviamente existem exceções, porém com muita frequência recebemos faixas de agradecimentos espontâneos no estacionamento do hospital em várias especialidades.

Vamos ser responsáveis em nossas palavras e atitudes, pois, exercemos cargos que exigem responsabilidades. Trabalhamos com objetivos comuns temos que procurar soluções.”

Éverton Marinho Paiva
Presidente da Associação Médica de Pará de Minas (AMPM)

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