GRNEWS TV: Festival do Biscoito e do Queijo homenageia as biscoiteiras, fortalece patrimônio cultural e mantém viva herança centenária em Pará de Minas

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Isabel Faria, secretária municipal de Cultura e Comunicação Institucional e Alaércio Delfino, diretor do Museu Histórico, destacaram que mais do que um encontro gastronômico, o Festival do Biscoito e do Queijo de Pará de Minas tem se consolidado como uma importante ferramenta de preservação cultural. Os organizadores ressaltaram que o evento vai muito além da venda de produtos típicos. Ele desperta memórias, fortalece a identidade local e ajuda a garantir a continuidade de um saber-fazer transmitido entre gerações.

A primeira edição deixou marcas profundas nos visitantes. Segundo relatos dos organizadores, muitas pessoas passaram horas no evento recordando histórias da infância, das reuniões familiares e dos momentos vividos ao redor do fogão. O próprio prefeito Inácio Franco retornou ao festival mais de uma vez para reencontrar lembranças que fazem parte da história de milhares de paraminenses.

“O festival não é apenas sobre comida. Ele resgata relações, emoções e memórias”, ressaltaram os entrevistados.

Números impressionaram organizadores
Os resultados alcançados na estreia do evento superaram as expectativas. Levantamento realizado após a programação apontou a comercialização de mais de mil quilos de biscoitos, mais de 450 quilos de queijo e cerca de 400 litros de café em apenas dois dias.

A procura foi tão intensa que várias barracas esgotaram seus produtos ainda durante a manhã do primeiro dia. Muitos expositores participaram com cautela, sem imaginar a dimensão que o festival alcançaria.

Preservação cultural é prioridade
Para a Secretaria Municipal de Cultura e Comunicação Institucional, a realização do festival representa uma estratégia importante para garantir que a tradição biscoiteira permaneça viva. A preocupação surgiu a partir da constatação de que muitos produtores artesanais não possuem sucessores interessados em continuar a atividade.

Por isso, além do festival, o município investe em oficinas e ações de educação patrimonial para estimular novas gerações a aprenderem o ofício e manterem viva essa herança cultural.

Mulheres são protagonistas dessa história
Um dos pontos mais destacados durante a entrevista foi a forte presença feminina na preservação dessa tradição. Um levantamento realizado pelos organizadores identificou aproximadamente 100 biscoiteiras em Pará de Minas, entre produtoras artesanais, proprietárias de pequenos negócios e mulheres que mantêm a tradição dentro de casa.

Grande parte delas é formada por mulheres idosas, responsáveis por guardar receitas, técnicas e conhecimentos transmitidos ao longo de décadas. Muitas já não conseguem participar dos eventos devido à idade, mas continuam sendo referências fundamentais para a preservação desse patrimônio imaterial.

O festival surge justamente como uma forma de valorizar essas histórias, reconhecer o papel dessas mulheres e garantir que seus ensinamentos continuem atravessando gerações.

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