Prefeito desabafa: prefeitura está rigorosamente em dia com o HNSC, mas a cada crise é apontada como culpada

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Nos últimos dias está sendo debatida mais uma das eternas e infindáveis crises financeiras do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). Parece que ninguém consegue resolver as questões administrativas no único hospital de Pará de Minas.

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Praticamente, os mesmos diretores que ocupam cargos atualmente no HNSC, já foram diretores da entidade há alguns. Quando entraram a situação financeira era preocupante. Mas ao final, deixaram os cargos informando que o hospital estava saneado e havia dinheiro em caixa.

Porém, quem assumiu depois não conseguiu manter a boa administração. O resultado é uma dívida aproximada de R$ 12 milhões, conforme disseram os mesmos diretores, que deixaram a casa em ordem e retornaram aos cargos recentemente, durante reunião no Plenarinho da Câmara Municipal de Pará de Minas, no dia 19 de outubro, com participação de vereadores, do prefeito eleito Elias Diniz e de seu vice, Zezé Porfírio.

No encontro eles apresentaram planilhas para comprovar que o hospital opera no vermelho e apontaram como principal motivo para as dívidas é a falta de repasses mensais por parte da Prefeitura de Pará de Minas e também do estado. Eles também pediram que a subvenção prevista para o orçamento de 2017 seja mais generosa.

Nesta mesma reunião o vereador Marcos Aurélio dos Santos sugeriu que a Câmara Municipal devolvesse dinheiro para a prefeitura, mas o prefeito Antônio Júlio de Faria deveria repassar os recursos para o HNSC. Não houve acordo no momento do encontro do dia 19 de outubro.

Na reunião da noite de segunda (24) os vereadores aprovaram após muita discussão, dois requerimentos de autoria do vereador Marcos Aurélio dos Santos. Um deles para que o presidente Geovane Cardoso Correia devolva dinheiro para a prefeitura. O outro prevê que este dinheiro a ser resolvido seja repassado para o hospital.

Mas o presidente Geovane Cardoso Correia deixou transparecer que o prefeito Antônio Júlio de Faria tem outros planos para o dinheiro, caso a Câmara Municipal faça a devolução.

o vereador Silvério Severino Francisco criticou os médicos do HNSC durante a discussão dos requerimentos. Na opinião dele, os médicos atendem mal a população, possuem fazendas, carrões e os classificou como “saco sem fundos”. Em outras palavras, o vereador acredita que não tem dinheiro que chegue para os médicos do HNSC.

Nesta terça-feira- 25 de outubro, a reportagem do Portal GRNEWS conversou com o prefeito Antônio Júlio de Faria sobre esta questão. Ele não disse se repassará ou não o dinheiro para o hospital, mas fez declarações fortes direcionadas a diretoria do Hospital Nossa Senhora da Conceição.

Entre outras afirmações, Antônio Júlio de Faria disse que em toda a história foi um dos políticos que mais ajudaram o único hospital de Pará de Minas, mas suas boas ações a diretoria do hospital não reconhece. Acrescenta que não admite a hipótese de alguém morrer na porta do hospital por falta de atendimento. Se alguém deixar isso acontecer, ele promete que as consequências serão graves:

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Antônio Júlio de Faria
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Antônio Júlio de Faria disse ainda que a Prefeitura de Pará de Minas não é responsável pelo pagamento dos médicos do HNSC e que o município está rigorosamente em dia com a entidade. Porém, a diretoria do hospital sempre culpa a prefeitura quando a entidade passa por dificuldades financeiras.

Antônio Júlio de Faria
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Ainda sobre os médicos que atendem no Hospital Nossa Senhora da Conceição, no dia 19 de outubro, eles realizaram assembleia no Salão Nobre do HNSC, e por unanimidade decidiram que poderão suspender os atendimentos parcialmente se não receberem os atrasados. Disseram que alguns honorários médicos estão há dez meses atrasados e os plantões estão sem receber há cerca de três meses.

Como a questão é muito séria, no dia de outubro, a Associação Médica de Pará de Minas enviou nota ao Portal GRNEWS informando que todas as internações eletivas pelos SUA, além daquelas particulares e de convênios, serão suspensas no único hospital de Pará de Minas a partir do dia 18 de novembro de 2016, caso os profissionais não recebam os honorários e plantões atrasados.

Importante ressaltar que os requerimentos aprovados após muita polêmica na Câmara Municipal de Pará de Minas, propondo que o Legislativo devolva dinheiro para a prefeitura, devendo o prefeito Antônio Júlio de Faria repassar ao HNSC, são apenas pedidos. Nada mais do que isso. O prefeito não tem nenhuma obrigação de repassar o dinheiro para o hospital, caso a verba seja devolvida e ele já tenha outros planos para aplicar o dinheiro. A decisão caberá ao gestor municipal.

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