Efeito da paralisação dos caminhoneiros: empresas compram caminhões para reduzir custos com fretes

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Em maio deste ano os caminhoneiros promoveram uma paralisação que praticamente parou o país. Milhares de veículos ficaram parados nas estradas em protesto aos constantes aumentos do óleo diesel.

Os reajustes estavam acontecendo com maior frequência por causa da nova política de preços praticada pela Petrobras com base na cotação do barril de petróleo no mercado internacional.

Depois de um desabastecimento geral, o governo negociou um desconto no preço do óleo diesel, suspendeu a cobrança de pedágios em eixos suspensos nas rodovias e anunciou uma tabela regulamentando o preço dos fretes.

Porém, o tabelamento vem provocando uma reação no mercado de transporte. Para fugir do aumento de custo provocado, empresas e produtores estão optando pela compra de caminhões e montando frotas próprias.

De acordo com especialistas, a decisão dos empresários deverá pressionar ainda mais o setor de transporte rodoviário em um cenário que já está bastante difícil. Poderá ocorrer uma elevada ociosidade de veículos.

As possíveis compras das empresas têm desagradado muitos caminhoneiros, em especial os autônomos. A categoria poderá ser muito afetada com uma diminuição da demanda de trabalho.

De acordo com dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a venda de caminhões acelerou no país. Foram 6,6 mil veículos comercializados em julho, alta de 47,3% em um ano.

Na avaliação de Francisco Ferreira Borges, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Pará de Minas, os profissionais autônomos serão muito prejudicados e ao mesmo tempo muitos motoristas serão contratados como empregados:


Francisco Ferreira Borges
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O mercado dita as regras e a expectativa é de que o preço do óleo diesel seja reajustado aos poucos pela Petrobras. A tabela de fretes não deverá ter o efeito desejado pelos trabalhadores que apoiaram a manifestação:

Francisco Ferreira Borges
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A aquisição de caminhões por parte das empresas exigirá a contratação de motoristas como empregados. Os sindicatos continuarão vigilantes para que os direitos trabalhistas sejam respeitados pelos patrões:

Francisco Ferreira Borges
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A tabela de fretes foi definida pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). Entretanto, a norma foi duramente criticada por grande parte dos representantes do setor.

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