Minas supera plantio de mudas para a regeneração da Mata Atlântica

Minas Gerais alcançou uma marca histórica ao atingir de forma adiantada a meta de cultivo florestal estipulada pelo Tratado da Mata Atlântica. Atualmente, o território mineiro já contabiliza o plantio de 7,8 milhões de mudas de espécies nativas distribuídas por diversas localidades. Este panorama consolida a liderança do estado no processo de recomposição florestal e soma forças ao compromisso coletivo firmado pelas administrações das regiões Sul e Sudeste para reverter a degradação e expandir a cobertura vegetal desse ecossistema.

O acordo internacional foi assinado em outubro de 2023 pelas sete unidades federativas que compõem o Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) — grupo formado por Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O plano original do tratado prevê a inserção de 100 milhões de novas árvores e a reestruturação ecológica de 90 mil hectares do bioma até o encerramento do ano de 2026. De acordo com a Superintendência de Gestão Territorial Ambiental e Instrumentos Econômicos, o sucesso da operação antecipada decorre da cooperação integrada entre repartições governamentais, prefeituras, entidades civis e mecanismos de compensação ecológica focados em pontos críticos.

Revitalização de mananciais e transparência nos dados
Os esforços de engenharia ambiental priorizaram as zonas de cabeceira que abastecem as bacias hidrográficas dos rios Doce e São Francisco, englobando também as sub-bacias dos rios Paraopeba e das Velhas. O reflorestamento sistemático nessas calhas de drenagem cumpre a função de resguardar o patrimônio hídrico, mitigar o assoreamento, recompor a flora original e assegurar a sobrevivência da fauna nativa. Para garantir o controle social e a transparência pública, os indicadores de evolução das áreas em processo de restauração florestal ficam disponíveis para livre verificação dos cidadãos por meio da plataforma da Infraestrutura de Dados Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IDE-Sisema).

Projetos regionais impulsionam os números no estado
A recuperação da cobertura vegetal avança de forma descentralizada pelo mapa de Minas Gerais, impulsionada por diferentes modelos de gestão:

Bacia do Rio Doce: Destaca-se a atuação do Instituto Terra, sediado em Aimorés, cujas frentes de trabalho inseriram isoladamente 470.105 mudas nativas. Somam-se a esse indicador as iniciativas de recomposição em Áreas de Preservação Permanente (APPs) de imóveis rurais e a intervenção urbana promovida pelo projeto Calçada Linda, capitaneado pela Prefeitura de Ipatinga, que realizou o plantio de 2.394 espécimes.

Sul de Minas: Os municípios de Caldas e Extrema despontam com programas consolidados de preservação. O tradicional projeto Conservador das Águas, associado a ações continuadas de conscientização, já soma 381.424 árvores plantadas.

Cabeceiras e Região Metropolitana: Cidades como Belo Horizonte, Brumadinho, Congonhas, Igarapé, Itabirito, Mariana e Ouro Preto desenvolvem planos locais que, juntos, alcançam 133.790 mudas cultivadas, influenciando diretamente a resiliência e a segurança hídrica da Grande BH.

Formação cidadã e suporte institucional do IEF
A sustentabilidade do projeto de longo prazo apoia-se em pilares pedagógicos direcionados às novas gerações. O principal vetor dessa transformação é o projeto Bosque do Amanhã, executado dentro do programa transversal Jovens Mineiros Sustentáveis, que engaja alunos da rede de ensino em ações práticas de plantio de árvores. Desde o ano de 2023, foram criados 361 bosques em localidades integradas à Mata Atlântica, totalizando a introdução de aproximadamente 30 mil plantas. Esse contingente de cidades parceiras representa cerca de 80% dos municípios atualmente assistidos pelo programa de educação ambiental.

O cumprimento célere das metas estaduais também contou com a participação do Instituto Estadual de Forestas (IEF). A autarquia ambiental atuou de forma incisiva por meio do gerenciamento de termos de compensação legal, suporte ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), intervenções diretas em Unidades de Conservação e pelo fornecimento de insumos biológicos produzidos em sua própria rede de viveiros florestais. Com informações da Agência Minas

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