É preciso ouvir o detento e oferecer a ele uma segunda chance, diz psicóloga

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O Brasil possui atualmente 704.395 presos. A capacidade dos presídios é para 415.960, ou seja, mais de 288 mil pessoas a mais, por isso a superlotação nas penitenciárias que levam a situações insalubres e até mesmo desumanas.

O país é o terceiro com mais presos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

Um dos problemas envolve os presos provisórios, aqueles que ainda não foram julgados. Eles representam 35,9% dos detentos, 252.533 pessoas. A maioria, segundo especialistas, está preso injustamente. E o problema é que dentro da cadeia pode aprender sobre crimes, além de se sentir injustiçado pela prisão sem provas.

Por isso, cada vez mais, os Estados tem investido em profissionais da área da psicologia e psiquiatria para ajudar os detentos. Estudos mostram que quem cumpriu pena privativa de liberdade pode sofrer algum dano que afeta o estado psicológico, daí a importância do acompanhamento durante o cumprimento da pena.


A psicóloga Marina Saraiva atua no sistema prisional há seis anos. Ela tem estudos voltados à criminologia e é especializada em Ciências Criminais. Já trabalhou com jovens em medidas socioeducativas e atua junto a detentos sentenciados.

O contexto é complexo e o profissional deve estar atento a vários aspectos. Para a psicóloga, apenas punir quem cometeu o crime não resolve a situação:

Marina Saraiva
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Marina Saraiva acredita ser preciso entender os motivos que levaram o indivíduo a cometer algum crime. É necessário cuidar das pessoas em todos os sentidos:

Marina Saraiva
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Marina Saraiva cita ainda a segunda chance que todos merecem. Para ela, é preciso conversar e ajudar quem quer mudar de vida. A sociedade tem papel fundamental neste auxílio:

Marina Saraiva
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O trabalho psicológico realizado com os detentos é diferente dependendo da unidade prisional e o funcionamento dela, além dos níveis de segurança dos locais.

É analisado ainda o comportamento do preso, se ele tem problemas psicológicos ou só precisa conversar com alguém. A psicóloga ainda afirma: faltam profissionais para a quantidade de detentos no país:

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Os relatos dos detentos, para explicar o motivo do crime, são os mais diversos possíveis.

Marina Saraiva
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Quanto aos presos sem julgamento, Minas Gerais é o segundo estado com maior parcela, 59,2%. O Tribunal de Justiça do estado garantiu que irá realizar um mutirão carcerário. O objetivo é acelerar os julgamentos e diminuir a população carcerária.

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