Aumentam casos de violência doméstica durante isolamento e advogada alerta para importância da denúncia

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Aumentou o número de ocorrências de violência contra a mulher durante a quarentena, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter o avanço do novo coronavírus (COVID-19)) no Brasil.

Os dados são da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, que recebeu entre 1º e 16 de março 3.045 telefonemas e 829 denúncias e entre os dias 17 e 25 de março, 3.303 ligações recebidas e 978 denúncias foram catalogadas.

A necessidade de ficar sozinha em casa com o marido, que está preocupado com a economia, fez com que as mulheres fossem mais violentadas, tanto fisicamente como mentalmente. É que aponta os números.

Já a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) divulgou os números da violência doméstica no estado, comparando os dados com o mesmo período do ano passado. Segundo a PCMG, em janeiro de 2020 houve redução de 7,33% no número de ocorrências em relação ao mesmo período de 2019. Já em fevereiro houve diminuição de 0,13%. Quanto a março, a redução foi de 13,18% em relação ao mesmo mês de 2019. A diminuição no número de registros também ocorreu em Belo Horizonte e nas cidades da região metropolitana.

Mesmo assim, os números ainda são altos e requerem atenção, como explica ao Portal GRNEWS a advogada especialista em Direito da Família, Janine Batista Lemos:


Janine Batista Lemos
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A advogada orienta às mulheres vítimas de violência doméstica para que não se calem. Se possível, denunciem às autoridades competentes. Caso a situação seja ainda mais complicada, que tentem mostrar aos vizinhos, por exemplo, que estão sendo agredidas:

Janine Batista Lemos
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Recentemente, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos lançou um aplicativo para denunciar a violência doméstica. Basta baixar o app Direitos Humanos BR nas plataformas digitais e fazer a denúncia. O aplicativo também aceita denúncias de abuso e exploração sexual, violência contra a pessoa com deficiência, contra a criança, povos tradicionais e comunidade LGBTI. Documentos como fotos e vídeos podem ser anexados para comprovar a situação.

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