Alerta: índice de infestação do mosquito transmissor da Dengue sobe para 2,4% em Pará de Minas

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O combate constante ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue e outras doenças, está entre as prioridades da Secretaria Municipal de Saúde de Pará de Minas.

Como o resultado do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) realizado em Outubro de 2018 mostrou que o índice subiu de 1,3% para 2%, a situação ficou ainda mais preocupante.

Uma das ações que estão sendo executadas pelos agentes de Combate a Endemias é a realização semanal de mutirões de limpeza em bairros da cidade, começando por aqueles que registraram maior número de focos de proliferação do mosquito.

As equipes de limpeza já passaram recolhendo materiais no início de 2019 pelos bairros Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora de Lourdes, Dom Bosco, Jardim das Piteiras 1 e Jardim das Piteiras 2. Nesta semana, o mutirão de limpeza será realizado nos dias 24 e 25 de Janeiro no Bairro Providência e na Vila Maria, visando combater os focos do mosquito transmissor da Dengue.

Mas a preocupação continua sendo o índice de infestação de 2% considerado alto, uma vez que o Ministério da Saúde preconiza que os municípios precisam manter esse índice menor que 1%, para afastar risco de epidemia de Dengue. Pará de Minas já enfrentou essas epidemias em duas ocasiões, resultando em mortes de paraminenses causadas pela Dengue.

O primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2019 foi realizado nos últimos dias em Pará de Minas. As casas visitadas são sorteadas pela Gerência Regional de Saúde (GRS) sediada em Divinópolis. Os agentes visitaram cerca de 1.800 casas no período.

Nesta manhã de segunda-feira (21) o secretário municipal de Saúde Paulo Duarte apresentou os números do LIRAa. Para aumentar a preocupação, o número piorou e o índice subiu de 2% para 2,4%. O município continua estado de alerta geral:


Paulo Duarte
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Novamente os agentes de Combate a Endemias constataram que a maioria dos focos está nas residências, como em vasos de plantas, bebedouros e ralinhos.

Por outro lado, Paulo Duarte destaca a eficiência dos mutirões de limpeza e ação de moradores de bairros que apresentavam alto como o Residencial Cecília Meireles. Que antes apresentavam índices preocupantes e agora são exemplos. Já Providência, São Luiz, Recanto da Lagoa e Vila Ferreira estão entre aqueles com os piores resultados:

Paulo Duarte
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Paulo Duarte pede que a população paraminense ajude aos agentes de Combate a Endemias e façam sua parte para que o município consiga reduzir o índice de infestação no próximo LIRAa e afastar o risco de epidemia. Os moradores estão mais receptivos aos agentes, mas alguns ainda resistem, sem falar nos imóveis fechados:

Paulo Duarte
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O secretário reitera o pedido para que a população ajude a combater o Aedes aegypti. Segundo ele, os números mostram que isso não está acontecendo e o risco de epidemia aumenta:

Paulo Duarte
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Denúncias sobre focos de Dengue em vasos de plantas, ralinhos, calhas de telhados e outros locais e objetos que podem acumular água parada podem ser feitas pelo telefone: (37) 3231-7755.

LIRAa na região Centro-Oeste de Minas Gerais
Outros municípios também divulgaram os resultados do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa). Em Bom Despacho, o risco de uma epidemia é muito grande com o índice registrado de 8,5%. Outros municípios também registraram índices de infestação do mosquito transmissor da Dengue. Em Pompéu 6,9%; Divinópolis 5,9% e Arcos 5,8%.

De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais no dia 14 de Janeiro, o estado registrou 1.571 casos prováveis de Dengue, somando confirmados e suspeitos. Até aquela data foram registradas três mortes em investigação para Dengue

Em relação à Febre Chikungunya, Minas Gerais registrou 17 casos prováveis da doença, e dois óbitos em investigação. Já em relação à Zika, foram registrados seis casos prováveis da doença em 2019, até a data de atualização do boletim em 14 de Janeiro.

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