GRNEWS TV: Servidores cobram respeito e acolhimento nas perícias médicas, diz sindicato
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Tânia Valeriano Chaves Leite, presidente e Sabrina Lopes Silva, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Pará de Minas (SITRASERP) abordaram o acolhimento aos servidores públicos durante processos de afastamento por motivos de saúde voltou a ser tema de discussão em Pará de Minas. Representantes sindicais defendem mudanças nos protocolos de perícia médica e afirmam que muitos trabalhadores relatam experiências traumáticas justamente em um momento de fragilidade física ou emocional.
Com base nas avaliações apresentadas, cada pessoa enfrenta o adoecimento de forma diferente e, por isso, o atendimento deveria considerar as particularidades de cada caso. A principal reivindicação é a adoção de procedimentos mais claros, transparentes e humanizados, garantindo que o servidor seja tratado com respeito durante todo o processo.
Relatos apontam desgaste emocional após perícias
De acordo com representantes do sindicato, existem casos em que trabalhadores deixam as avaliações médicas mais abalados do que quando chegaram. Entre as críticas estão abordagens consideradas excessivamente rigorosas e situações em que pessoas com limitações físicas precisaram realizar movimentos que agravaram o desconforto.
A entidade defende que os profissionais responsáveis pelas perícias recebam capacitação contínua para aperfeiçoar o atendimento e reduzir situações que possam gerar constrangimento ou sofrimento adicional aos servidores.
Fiscalização é necessária, mas exige equilíbrio
Por outro lado, a administração municipal mantém o monitoramento dos afastamentos para evitar possíveis abusos. A preocupação é identificar situações irregulares sem prejudicar trabalhadores que realmente necessitam de licença médica para recuperação.
Na visão sindical, o desafio está justamente em encontrar equilíbrio entre fiscalização e sensibilidade humana. A entidade argumenta que laudos e atestados emitidos por médicos especialistas devem ser analisados com cautela, especialmente em casos relacionados à saúde mental.
Saúde mental exige olhar individualizado
Outro ponto destacado é que nem todas as pessoas reagem da mesma maneira durante tratamentos psicológicos ou psiquiátricos. Enquanto alguns pacientes precisam de isolamento e descanso, outros encontram benefícios em atividades físicas, contato com a natureza ou convivência social.
Os representantes também alertam para situações em que o ambiente de trabalho se torna um fator de adoecimento. Nesses casos, o afastamento temporário pode fazer parte do processo terapêutico, mesmo que o servidor continue realizando outras atividades recomendadas pelos profissionais de saúde.
Burnout e sobrecarga preocupam especialistas
O debate também trouxe reflexões sobre a síndrome de burnout, frequentemente associada a profissionais extremamente dedicados às suas funções. Muitas vezes, trabalhadores que ultrapassam limites, levam demandas para casa e permanecem conectados ao serviço por longos períodos acabam desenvolvendo quadros de esgotamento físico e emocional.
Diante desse cenário, sindicato e servidores defendem que futuras análises de afastamentos considerem não apenas números e estatísticas, mas também as condições reais enfrentadas por cada trabalhador, buscando garantir justiça, respeito e recuperação adequada.
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