O perigo pode estar escondido em um simples carrapato
A presença de carrapatos em áreas rurais, de mata e próximas a cursos d’água exige cuidados da população, especialmente durante o período de maior circulação desses animais. Em Pará de Minas, 10 casos suspeitos de febre maculosa foram registrados em 2026, até o momento, mas nenhum foi confirmado.
Doença pode evoluir rapidamente
Segundo o veterinário Oscar Leitão, referência técnica do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, a febre maculosa é uma infecção bacteriana grave transmitida principalmente pelo carrapato-estrela. O risco aumenta nesta época devido à maior presença desses animais, e o tratamento precisa começar rapidamente quando há suspeita.
O carrapato-estrela está associado principalmente a ambientes frequentados por capivaras e cavalos, como pastagens, campos, parques e margens de ribeirões. Cães também podem carregar o parasita para dentro das residências.
Sintomas exigem atenção
Febre alta de início repentino, dor de cabeça intensa, dores no corpo e vermelhidão na pele estão entre os sinais. Como podem se confundir com outras doenças, Leitão orienta que a pessoa informe ao profissional de saúde qualquer contato com carrapato.
Os sintomas podem aparecer em até 14 dias após a exposição. Quem não apresenta sintomas não precisa procurar atendimento apenas por ter sido picado, mas deve observar o próprio estado de saúde durante esse período:
Oscar Leitão
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Prevenção começa antes do contato
Em áreas de risco, a recomendação é usar roupas claras, mangas compridas e manter as calças dentro das meias. O corpo deve ser examinado a cada duas horas.
Caso um carrapato esteja preso à pele, a orientação é removê-lo cuidadosamente com uma pinça, segurando-o próximo ao ponto de fixação. Não se deve apertar o animal, esmagá-lo com os dedos ou aplicar produtos químicos sobre a pele:
Oscar Leitão
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Investigação envolve várias equipes
Diante de um caso suspeito ou confirmado, a Secretaria Municipal de Saúde realiza uma investigação para identificar onde ocorreu a exposição, possíveis outras pessoas envolvidas e as condições ambientais. Assistência, vigilância epidemiológica e controle de zoonoses atuam de forma integrada para orientar a população, acompanhar o paciente e reduzir o risco de novos casos.
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