Cresce o número de usuários de drogas em Pará de Minas e COMAD ampliará projetos nas escolas

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Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizou o 3º Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pelos brasileiros, considerado o maior já feito em território nacional. Os entrevistados responderam a questões como uso, abuso e dependência de vários tipos de drogas lícitas e ilícitas, estimulantes, sedativos e também sobre as políticas públicas para a área.

Os resultados da pesquisa assustam e serão utilizados como base para projetos e novas políticas sobre drogas. Entre os entrevistados, por exemplo, 3,2% usou substância ilícita nos últimos 12 meses e isso equivale a 4,9 milhões de pessoas. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 7,4% usou drogas ilegais no ano anterior à pesquisa.

O estudo mostrou também qual a droga mais consumida no Brasil. A maconha é usada por 7,7% dos brasileiros de 12 e 65 anos que afirmaram ter usado ao menos uma vez na vida. Em segundo lugar está a cocaína, com 3,1% de brasileiros que consumiram. Aproximadamente 1,4 milhão de pessoas relataram ainda já ter usado crack, a maioria homens.

Sobre o assunto a reportagem do Portal GRNEWS conversou com a presidente do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (COMAD) Márcia Marzagão que se mostra preocupada com os dados. Ela credita a curiosidade ao início do vício das drogas:

Márcia Marzagão
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O COMAD realiza vários projetos inclusive de prevenção ao uso das drogas. Sendo um dos principais feito do Conselho, o projeto “Girassol – A viagem do Bem” é promovido em várias escolas de Pará de Minas e com os mais diversos temas e formatos serve para conscientizar as crianças. Para Márcia Marzagão, a melhor forma de prevenir é oferecendo conhecimento:

Márcia Marzagão
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A prevenção é também para as drogas lícitas, como o álcool, que a cada dia vicia mais pessoas:

Márcia Marzagão
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O COMAD vai agora iniciar um novo projeto, desta vez com adolescentes. A presidente já busca parcerias para levar as atividades a todas as escolas de Pará de Minas:

Márcia Marzagão
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A pesquisa realizada pela Fiocruz mostrou também que nos 30 dias que antecederam a pesquisa, 0,6% dos entrevistados afirmaram ter usado analgésicos ou tranquilizantes sem prescrição médica ou de forma diferente da que o profissional receitou. O dado também preocupa já que a automedicação não é indicada e pode trazer outros vícios.

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