Congresso deve fazer a reforma tributária sem reduzir impostos, afirma economista

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Enquanto votam a reforma da Previdência, que deve ter o segundo turno no início de agosto, deputados federais também analisam a reforma tributária. Segundo levantamentos, há cinco textos em análise na Câmara.

Um deles é do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM). Segundo especialistas, o texto exige uma alíquota de 30% ou até mais para o novo Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS) que seria aplicado sobre o consumo. Porém, com isso, o país teria o maior imposto sobre o valor agregado do mundo. No projeto, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programas de Integração Social (PIS) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) acabariam junto com o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), imposto estadual, e o Imposto Sobre Serviços (ISS) que é municipal.

O outro projeto é da equipe do ministro Paulo Guedes. Este troca o PIS, Cofins, IPI,  Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) pelo Imposto Único Federal. A proposta também acaba com a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que as empresas pagam sobre a folha de pagamentos.

Há um texto elaborado também pelo Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados que retira da União a gestão de um tributo único.

Para o economista Eduardo de Almeida Leite é necessária uma reforma tributária o quanto antes para que o Brasil possa crescer. Os impostos estão cada vez mais altos e as empresas não conseguem mais arcar com os compromissos:

Eduardo de Almeida Leite
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Eduardo Leite lembra que há propostas para a reforma tributária sendo analisadas mas acredita que não será votada este ano, porque as alterações podem ser ainda mais complexas que a reforma da Previdência, já que inclui os estados:

Eduardo de Almeida Leite
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Durante meses a reforma da Previdência foi analisada, sofreu alterações e só em julho foi votada em primeiro turno. A segunda votação deve iniciar no dia seis de agosto.

O economista espera que a reforma tributária seja votada mais rapidamente para evitar que os investimentos sejam paralisados no país:

Eduardo de Almeida Leite
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Eduardo Leite ainda explicou como será feita a reforma tributária, que não terá redução de impostos como a maioria pensa:

Eduardo de Almeida Leite
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Uma das maiores dificuldades, de acordo com o economista, será sobre a cobrança do ICMS. Como o tributo é estadual e incide sobre produtos de diferentes tipos, cada lugar possui sua própria tarifa, o que pode gerar discussões durante a análise e votação do projeto:

Eduardo de Almeida Leite
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Ainda não há expectativa de quando o projeto será levado à Plenário para votação.

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