Petrobras alcança produção histórica e impulsiona exportações em 2025

A Petrobras consolidou 2025 como o ano de maior sucesso operacional em sua trajetória. Impulsionada pela força das águas profundas, a estatal atingiu a marca histórica de quase 3 milhões de barris diários, um desempenho que não apenas superou as metas internas, mas também fortaleceu a posição do Brasil no cenário energético global. Mesmo enfrentando o declínio natural de campos mais antigos e paradas técnicas para manutenção, a companhia demonstrou resiliência ao renovar seu fôlego produtivo.

O protagonismo do pré-sal foi o grande motor dessa ascensão. Atualmente, essa camada já responde por impressionantes 82% de tudo o que a empresa produz. No campo de Búzios, um dos ativos mais valiosos do mundo, a extração superou a barreira de 1 milhão de barris por dia em outubro, reforçando a eficiência das novas tecnologias de exploração.

Radiografia da produção e o impacto das novas plataformas
Os números consolidados de 2025 revelam um crescimento robusto de 11% na produção média anual própria, chegando a 2,99 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia. No último trimestre do ano, a média foi ainda mais alta, atingindo 3,081 milhões de boe/dia, um salto de 18,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Esse resultado foi viabilizado pela entrada em operação de unidades gigantescas. A plataforma FPSO Almirante Tamandaré, a maior já instalada em águas brasileiras, tem capacidade para gerar sozinha 240 mil barris diários. Somando-se a ela, a chegada da P-79 ao campo de Búzios nesta semana deve injetar mais 180 mil barris por dia na capacidade total da estatal, garantindo a continuidade do crescimento para os próximos anos.

Reposição de reservas atinge melhor nível em uma década
Produzir em níveis recordes exige uma estratégia agressiva de reposição para garantir o futuro da companhia. Em 2025, a Petrobras registrou seu melhor desempenho em dez anos nesse quesito. Foram adicionados 1,7 bilhão de boe às reservas provadas, resultando em um Índice de Reposição de Reservas (IRR) de 175%.

Na prática, isso significa que para cada barril extraído, a Petrobras encontrou ou viabilizou quase dois novos barris. Com esse balanço positivo, a relação entre as reservas provadas e a produção atual garante uma autonomia de 12,5 anos, proporcionando segurança estratégica e previsibilidade para os investidores e para o país.

Exportações saltam 27% com foco no mercado asiático
O excedente de produção transformou-se em divisas para a balança comercial brasileira. As exportações de petróleo da Petrobras cresceram 27% em 2025, com uma média de 765 mil barris por dia. No pico registrado no quarto trimestre, as vendas externas chegaram a tocar a marca de 1 milhão de barris diários.
China: Permanece isolada como a principal compradora do óleo brasileiro.

Europa: Destino de 13% das exportações no fim do ano.

Índia: Emergiu como um mercado estratégico, absorvendo 12% do volume e rivalizando diretamente com os países europeus.

Em comunicado, a estatal atribuiu esses recordes a uma combinação de eficiência logística, otimização de processos e uma busca constante pela diversificação de sua carteira de clientes internacionais, consolidando o petróleo brasileiro como um produto de alta demanda global. Com informações da Agência Brasil

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