Temporal alaga Pará de Minas e comerciantes questionam se obras da Presidente Vargas continuarão sem drenagem pluvial

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O fato se repetiu na noite deste sábado, 16 de março. Basta cair uma chuva um pouco mais forte para alagar vários pontos do município de Pará de Minas. Desta vez não foi diferente e a redação do Portal GRNEWS recebeu diversas queixas, principalmente de comerciantes estabelecidos na Avenida Presidente Vargas.

Além de reclamarem do alagamento da via que causa tantos transtornos em suas empresas, eles questionam se o prefeito Elias Diniz (PSD) prosseguirá com as obras de revitalização da Avenida Presidente Vargas sem construir nova rede para drenagem pluvial?

Muito insatisfeitos esses reclamantes disseram que caso a gestão municipal insista em realizar as obras de revitalização, que caracterizam como “maquiagem da via”, será o mesmo que jogar R$ 3 milhões do dinheiro do povo pelo ralo.

Na noite deste sábado (16) a Avenida Presidente Vargas ficou alagada mais uma vez. Muitos estabelecimentos comerciais fecharam suas portas mais cedo para tentar minimizar os prejuízos.

Dizem também que após o temporal como que caiu nesta noite a água escoa lentamente e depois a avenida fica coberta de poeira. Lembram que o mesmo aconteceu no dia 1º de março quando a Presidente Vargas também ficou completamente alagada e após muitos dias a poeira ainda invadia os estabelecimentos comerciais.


Disseram ainda que naquela ocasião a prefeitura enviou o caminhão-pipa apenas uma vez para jogar água na via para tentar minorar o aborrecimento dos comerciantes. Mas ficou nisso. Temem que a situação se repita.

A água que tomou conta da Presidente Vargas na noite deste sábado (16) desce das partes mais altas de Pará de Minas como os bairros Providência, Recanto da Lagoa, Vila Ferreira, Vila Maria e bairro São Francisco.

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Mais uma vez a Rua Porciúncula também ficou completamente alagada, fazendo com que pedestres, motociclistas e até alguns motoristas mais cautelosos evitassem transitar pela via devido a força das águas que descia da parte mais alta do bairro.

Nos últimos dias intensificaram os protestos contra a revitalização da Avenida Presidente Vargas. Os vereadores que aprovaram o empréstimo de R$ 3 milhões contraído junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) disseram que se arrependeram de votar favoráveis ao projeto.

Também disseram no plenário da Câmara Municipal de Pará de Minas que votaram a autorização para o prefeito Elias Diniz contrair o empréstimo sem conhecer o projeto de revitalização da Presidente Vargas. Votaram sem saber o que estavam aprovando.

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Esse empréstimo de R$ 3 milhões foi contraído pela prefeitura de Pará de Minas, pouco tempo depois de o prefeito Elias Diniz e sua equipe perderem todos os prazos possíveis e devolverem uma verba aproximada de R$ 2,3 milhões ao governo federal. Esses recursos foram destinados ao município por meio de emenda parlamentar do deputado federal Eduardo Barbosa para revitalizar a Rua Benedito Valadares, mas o prefeito não quis executar a obra e preferiu perder o dinheiro.

Esse assunto também foi alvo de discussão na Câmara Municipal ao mesmo tempo em que os vereadores declaravam arrependimento por aprovarem o empréstimo, outros disseram que o prefeito está sendo contraditório.

Isso porque uma das alegações para ele perder a verba de R$ 2,3 milhões para revitalizar a Benedito Valadares era a falta de recursos para fazer a drenagem pluvial na principal rua do centro comercial de Pará de Minas.

Reprodução

A contradição está no fato de o prefeito executar a obra de revitalização na Avenida Presidente Vargas, que também tem uma rede de drenagem pluvial quase obsoleta, que não suporta a quantidade de água que escoa pela via em dias de chuva.

Para alguns vereadores, comerciantes da Presidente Vargas e muitos cidadãos que acompanham esse processo, as obras a serem executadas pela prefeitura servirão apenas como “maquiagem” da avenida e na primeira chuva mais forte que cair vai tudo pelo ralo levando o dinheiro do povo paraminense.

Exemplos nesse sentido não faltam. Para citar apenas um, os reclamantes citam que na gestão do ex-prefeito Antônio Júlio de Faria (MDB), que antecedeu Elias Diniz, foi feita uma obra na Rua Cardeal Hugolino no bairro São Francisco que custou caro. Porém, não fizeram de maneira correta para que a água do Córrego Água Limpa pudesse correr tranquilamente em seu curso. O resultado é que desde o temporal que caiu na tarde de 27 de dezembro de 2018, aquela via está interditada. Lembram que o prefeito declarou que aquela seria uma obra emergencial e já se passaram quase três meses e a via continua interditada.

Revoltados com o alagamento da noite deste sábado (16), os comerciantes da Presidente Vargas ao reclamarem do problema questionaram várias vezes se o prefeito dará prosseguimento ao que chamam de “maquiagem” da avenida sem construir uma nova rede de drenagem pluvial. Devido ao horário, a reportagem do Portal GRNEWS não teve como acionar a assessoria de comunicação da prefeitura de Pará de Minas para obter a resposta para o questionamento dos comerciantes insatisfeitos, o que será feito na segunda-feira (18), quando a equipe da assessoria de comunicação retomar ao trabalho.

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