Temporada de calor exige cautela: saiba como agir em acidentes com escorpiões e serpentes em Minas

Com a chegada do verão, Minas Gerais entra em um período crítico para ocorrências com animais peçonhentos. A combinação de termômetros em alta e chuvas frequentes desaloja animais de seus abrigos naturais, levando-os a buscar refúgio em áreas urbanas e residenciais. Além do fator climático, o aumento de atividades de lazer em áreas verdes durante as férias amplia a exposição humana a esses riscos.

Estatísticas que acendem o alerta
O Hospital João XXIII, referência em toxicologia, registrou um volume expressivo de atendimentos em 2025. Ao todo, foram 4.239 casos envolvendo animais peçonhentos. O balanço detalha a predominância de cada grupo:

Escorpiões: lideram as estatísticas com 2.028 registros.

Aranhas: ocupam o segundo lugar, com 1.015 atendimentos.

Serpentes: somam 751 ocorrências.

Lagartas: totalizam 445 casos monitorados.

Primeiros socorros e o que jamais fazer
Em situações de emergência, a calma é o primeiro passo para o sucesso do tratamento. O coordenador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Minas Gerais (CIATox-MG), Adebal de Andrade Filho, enfatiza que a única medida inicial recomendada é a limpeza do local da picada com água corrente e sabão.

O especialista reforça alertas rigorosos contra práticas populares perigosas: é proibido fazer torniquetes (garrotes), furar, espremer ou tentar sugar o veneno da ferida. Também não se deve oferecer comida ou bebida à vítima, sob risco de complicações no quadro clínico.

A importância do registro visual para o diagnóstico
Uma estratégia moderna e eficaz para acelerar o tratamento é o uso da fotografia. Se for possível realizar com segurança e sem se aproximar do animal, a orientação é capturar imagens de diferentes ângulos, como a cabeça, a cauda e o dorso. Essas fotos auxiliam a equipe médica na identificação precisa da espécie, garantindo que o soro específico seja aplicado de forma ágil.

Entretanto, a regra de ouro é nunca tentar capturar o bicho, especialmente se forem serpentes ou enxames de abelhas. Em situações de risco em domicílios, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado para a remoção segura.

Rede de apoio e atendimento 24 horas
O socorro imediato deve ser buscado na unidade de saúde mais próxima. Minas Gerais conta com o suporte estratégico do CIATox-MG, que opera um serviço telefônico ininterrupto. O canal orienta tanto o cidadão comum quanto profissionais de saúde de municípios menores sobre os protocolos de soroterapia e manejo de intoxicações agudas.

Um exemplo da eficiência dessa rede foi o caso do pequeno Pedro, de apenas 10 meses. Mesmo fora da temporada de verão, em agosto, ele foi picado por um escorpião. A agilidade na comunicação entre o hospital local e o CIATox permitiu que a criança recebesse o soro antiescorpiônico rapidamente, sendo transferida posteriormente para o Hospital João XXIII, onde completou sua recuperação com suporte especializado. Com informações da Agência Minas

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