Governo federal abre 1,2 mil vagas para médicos especialistas em regiões estratégicas do país

Profissionais da medicina interessados em atuar na rede pública de saúde têm até as 23h59 do dia 19 de fevereiro para garantir participação no projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E). A iniciativa, lançada pelo Ministério da Saúde por meio de um edital de chamamento público, busca atrair especialistas para áreas remotas e vulneráveis, reforçando o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) onde a carência de profissionais é mais crítica.

O projeto faz parte do programa “Agora Tem Especialistas” (ATE), uma estratégia unificada desde 2025 para otimizar a eficiência e a justiça no acesso a tratamentos especializados. O foco central é reduzir gargalos históricos da rede pública, como as extensas filas de espera para exames, cirurgias e consultas ambulatoriais, além de proporcionar uma qualificação prática aos médicos já formados.

Diversidade de especialidades e atuação descentralizada
A seleção oferece 1.206 oportunidades distribuídas em 16 áreas médicas fundamentais. Entre as especialidades requisitadas pelo edital estão anestesiologistas, cardiologistas, ginecologistas e obstetras, oncologistas clínicos e cirurgiões de diversas frentes, como geral, oncológica e do aparelho digestivo. Também há vagas para patologistas, mastologistas e radiologistas.

Os selecionados atuarão em hospitais e ambulatórios do SUS em todo o território nacional. No ato da inscrição, realizada exclusivamente pelo portal da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), o médico pode elencar até duas opções de localidades de preferência, podendo inclusive optar por estabelecimentos em estados diferentes. É importante ressaltar que a contratação não estabelece vínculo empregatício formal.

Inclusão e incentivos financeiros atrativos
O edital reserva 20% das vagas para políticas de cotas, contemplando pessoas com deficiência, negros, indígenas e quilombolas. Candidatos que optarem pelas vagas destinadas a pessoas negras passarão por um processo de heteroidentificação por meio de banca telepresencial para confirmação do fenótipo declarado.

Para atrair profissionais para as zonas de maior vulnerabilidade, o Ministério da Saúde estabeleceu uma estrutura de remuneração variável. A bolsa-formação mensal base é de R$ 10 mil, mas, dependendo da dificuldade de fixação do profissional na região escolhida, o valor pode chegar a R$ 20 mil mensais como forma de incentivo.

Aperfeiçoamento profissional e carga horária
Além do aporte financeiro, os participantes passarão por um ciclo de aprimoramento profissional com duração de um ano, conduzido por instituições formadoras reconhecidas. A jornada de trabalho semanal prevista é de 20 horas, das quais 16 devem ser dedicadas diretamente à assistência aos pacientes. O programa oferece ainda ajuda de custo para despesas com imersões presenciais educacionais, condicionada à frequência do aluno.

O cronograma oficial indica que a lista final dos selecionados, bem como seus respectivos locais de trabalho, será divulgada no dia 24 de março nos canais oficiais do Ministério da Saúde. Com informações da Agência Brasil

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