GRNEWS TV: Rota Benjamim de Oliveira resgata tesouros históricos e conecta o povoado de Guardas às origens de Minas Gerais
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Hélio Andrade de Melo Júnior (Juninho JR), diretor de Turismo da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Turismo, Gustavo Henrique Duarte Silva, vereador e Pedro Barboza, publicitário e designer, ressaltam que a comunidade de Guardas, anterior à própria formação de Pará de Minas, carrega marcas profundas da história local. O nome surgiu a partir da presença de antigos guardas na região, expressão que acabou batizando o território. Ali se encontram patrimônios como uma igreja datada de 1745, além de ruínas de uma construção religiosa mais recente, de 1940, cercada de narrativas populares, como a lenda de Santo Antônio que “voltava” para o antigo templo.
Também fazem parte do cenário vestígios de pontilhões da antiga linha férrea e estruturas que teriam abrigado engenhos ou pequenas fábricas, compondo um conjunto histórico que reforça o valor cultural da área.
Paisagem natural e caminhos pouco explorados
Além da história, a região se destaca pela natureza preservada. O percurso da Rota Benjamim de Oliveira revela áreas de grande beleza, com cachoeiras, fauna silvestre e trechos quase intocados. Em pontos mais adiante das ruínas, o visitante encontra o antigo leito ferroviário, com cortes em rochas que formam paredões impressionantes dos dois lados da trilha.
Esses locais, ainda pouco conhecidos do grande público, devem ganhar destaque com a sinalização do trajeto, permitindo que moradores e turistas descubram novos pontos ao longo do caminho.
Estruturação da rota e esforço coletivo
Atualmente, o percurso principal tem cerca de 23 quilômetros, mas já existe planejamento para ampliação futura. A implantação da sinalização é tratada como etapa essencial para dar autonomia aos visitantes e fortalecer o turismo local.
Mesmo com recursos limitados, o projeto vem sendo executado de forma colaborativa, com apoio de voluntários, servidores e doações de materiais. Totens de madeira e pórticos já foram instalados em pontos estratégicos, como entradas da rota e áreas próximas às ruínas.
Um projeto construído na prática
A iniciativa avança com ações diretas no território, envolvendo montagem manual de estruturas, instalação de marcos e preparação de espaços de visitação. A proposta é transformar o trajeto em uma experiência acessível, conectada e reconhecível, valorizando tanto o patrimônio histórico quanto o ambiente natural.
A expectativa é que, com a consolidação da sinalização, a rota se torne cada vez mais visitada, fortalecendo o turismo e revelando a riqueza escondida de Pará de Minas.
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