GRNEWS TV: Por que a fisioterapia é decisiva em pacientes respiratórios na UPA

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Ana Carolina Ferreira, Fisioterapeuta Referência Técnica da unidade, e Stéfanie Marques, fisioterapeuta, enfatizaram que a fisioterapia dentro de uma UPA vai muito além da reabilitação. Em Pará de Minas, profissionais especializados participam do atendimento de pacientes com comprometimento respiratório e podem atuar desde os primeiros sinais de agravamento. Ana Carolina explica que a equipe avalia cada paciente e define o suporte necessário, incluindo técnicas para retirada de secreções, reexpansão pulmonar, higiene das vias aéreas e recursos de ventilação.

Decisões rápidas diante de casos graves
Stéfanie Marques destaca que, quando o quadro respiratório apresenta maior gravidade, a equipe médica solicita a avaliação fisioterapêutica. São observados fatores como padrão respiratório e intensidade do esforço, além da evolução clínica. A partir dessa análise, fisioterapeutas discutem a conduta com médicos e demais integrantes da equipe.

O preparo especializado é considerado fundamental porque pacientes críticos podem piorar rapidamente. A fisioterapia respiratória concentra-se na avaliação e no manejo do sistema pulmonar, enquanto a fisioterapia intensiva amplia essa atuação para o cuidado do paciente crítico e o manejo da ventilação mecânica. Na UPA, esses conhecimentos se complementam.

Cuidado continua mesmo fora do atendimento presencial
As profissionais também mantêm contato com a equipe da unidade quando necessário, inclusive para orientar ajustes relacionados ao suporte ventilatório de pacientes que permanecem sob cuidados. Esse acompanhamento contribui para a continuidade da assistência.

Segundo Ana Carolina, a presença do fisioterapeuta na UPA também pode favorecer o uso racional dos recursos. Em determinados casos, uma intervenção adequada pode contribuir para estabilizar o paciente e evitar uma internação. Ela ressalta, porém, que cada situação possui características próprias e não há garantia de que uma intervenção impedirá todos os agravamentos.

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