GRNEWS TV: Aedes não dá trégua mesmo com dengue sob controle

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, o diretor de Vigilância em Saúde, Adilson Batista, enfatizou que Pará de Minas apresenta cenário considerado tranquilo no combate ao Aedes aegypti, mas a Vigilância em Saúde reforça que o controle precisa continuar. No 4º LIRAa do ano, concluído na sexta-feira, o município registrou índice de infestação de 2%, dentro do parâmetro considerado adequado pelo Ministério da Saúde. Segundo Adilson, responsável pela Vigilância em Saúde, o ideal é ficar abaixo de 1%.

O município também mantém 23 casos confirmados de dengue há dois meses, sem alteração no quadro, além de aproximadamente 75 notificações no período informado. Mesmo diante dos números, Adilson alerta que a população não pode reduzir os cuidados.

Centro concentra maior preocupação
O levantamento apontou focos distribuídos por diferentes regiões, mas o Centro de Pará de Minas é atualmente o ponto que mais preocupa. A grande quantidade de imóveis comerciais dificulta o acesso dos agentes, já que estabelecimentos podem permanecer fechados ou ter horários incompatíveis com as visitas.

A estratégia de enfrentamento, porém, permanece a mesma em todos os bairros. A Vigilância pretende programar mais dois mutirões, considerados por Adilson uma das principais ferramentas para eliminar criadouros.

Visitas seguem calendário
Os agentes de combate às endemias devem visitar os imóveis sob sua responsabilidade a cada dois meses. Nesse intervalo, também ocorre o LIRAa, que utiliza uma amostragem de aproximadamente 33% dos imóveis, enquanto o tratamento busca alcançar 100% dos locais acessíveis.

Um dos desafios ainda é o número de imóveis sem acesso. No último ciclo, foram 13 mil, redução significativa em relação aos 32 mil registrados anteriormente. A equipe passou a utilizar comunicação escrita para tentar agendar visitas com os moradores.

Adilson reforça que a prevenção depende também da população, especialmente com a eliminação diária de água parada. Segundo ele, períodos alternados de chuva e sol favorecem a proliferação do mosquito e exigem vigilância permanente.

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