GRNEWS TV: Esclerose múltipla pode começar com sintomas ignorados e o diagnóstico precoce faz toda diferença

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Bianca Morais e Homar Assis, pessoas com Esclerose Múltipla e integrantes do Coletivo G35, falaram sobre a doença crônica, inflamatória e autoimune que afeta o sistema nervoso central, atingindo estruturas como o encéfalo, a medula espinhal e o nervo óptico. Nessa condição, o próprio organismo agride a bainha de mielina, camada responsável por proteger os neurônios e garantir a transmissão adequada dos impulsos nervosos, comprometendo o funcionamento do sistema nervoso.

Durante o bate-papo, os participantes destacaram que ainda existe muito desconhecimento sobre a doença. Assis lembrou que, antes do diagnóstico, associava o termo “esclerose” a ideias equivocadas, reflexo de um senso comum que ainda gera preconceitos e dificulta a compreensão da população.

Os primeiros sinais
Os relatos mostram que os sintomas podem surgir de formas diferentes. Assis contou que convivia, desde muito jovem, com formigamentos frequentes nas mãos e nos pés, sem imaginar que poderiam estar relacionados à doença. Em 2022, durante uma prova de corrida, perdeu repentinamente a força em uma das pernas, episódio que deu início a uma longa investigação até a confirmação do diagnóstico.

Bianca também percebeu sinais que, inicialmente, pareciam ter outra origem. Em setembro de 2025, passou a sentir uma dormência contínua nos dedos, braço, ombro e orelha. Acreditando que fosse consequência de um exercício físico, buscou atendimento médico. Como o sintoma persistiu por mais de três meses, procurou um neurologista, que solicitou uma ressonância magnética. O exame confirmou o diagnóstico de esclerose múltipla.

Quem pode desenvolver a doença
Embora seja mais frequente em mulheres entre 20 e 40 anos, os entrevistados ressaltaram que esse perfil tem mudado. Casos em pessoas mais jovens vêm sendo observados, e ainda não existe uma causa definida para a doença. Especialistas apontam que fatores genéticos e ambientais podem estar envolvidos, mas as pesquisas seguem em busca de respostas.

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