GRNEWS TV: Médico aponta sinais de demência que as famílias não devem ignorar

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, o médico especialista em Neurologia Márcio Melo Morais destacou que nem toda demência começa com perda de memória. Segundo ele, algumas formas podem provocar inicialmente alterações importantes de comportamento. Na demência frontotemporal, por exemplo, podem surgir impulsividade, hiperatividade, compulsão por jogos, comportamento sexual exacerbado, consumo de álcool e cigarro e mudanças que fazem a família perceber a pessoa de maneira diferente.

O especialista também alerta que essas doenças podem aparecer antes da velhice. Há casos identificados em pessoas com mais de 45 anos. Com a evolução do quadro, podem surgir esquecimento e comprometimento das funções cognitivas.

Sinais que podem aparecer no cotidiano
Entre os indícios que exigem observação estão dificuldade para utilizar aparelhos, perder-se em trajetos conhecidos, encontrar palavras, executar tarefas habituais, alteração do sono, isolamento e redução da iniciativa. A orientação é observar mudanças persistentes e procurar avaliação médica, evitando conclusões feitas pela própria família.

Existem demências com causas tratáveis
O médico destaca ainda situações que podem imitar uma demência e ter tratamento. Um exemplo é o hematoma subdural crônico, que pode surgir após uma queda e acumular sangue lentamente sobre o cérebro. Semanas ou até meses depois, podem aparecer confusão mental, apatia e dificuldade de movimentos. Segundo ele, a retirada cirúrgica do hematoma pode levar à recuperação do paciente.

Controle de fatores de risco é importante
Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo e obesidade estão entre fatores associados a formas de demência que podem ser prevenidas ou retardadas com controle adequado e atividade física.

O doutor Márcio também explica a relação entre Parkinson e demência e reforça que o diagnóstico depende de avaliação especializada. Há ainda formas de evolução muito rápida, como a doença de Creutzfeldt-Jakob. O especialista confirma, por fim, que existe componente hereditário nas demências.

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