Nova área protegida em Goiás une 20 reservas particulares

Criação do mosaico na Serra dos Pireneus

A região goiana passou a contar oficialmente, em 7 de outubro, com o Mosaico da Serra dos Pireneus, situado nas proximidades do município de Pirenópolis. A iniciativa, formalizada por meio de portaria do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima publicada no Diário Oficial da União, agrupa 20 reservas particulares com o propósito de intensificar a proteção da biodiversidade local e viabilizar a coordenação conjunta de ações voltadas à conservação ambiental.

A estruturação em mosaicos de áreas protegidas é amparada pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação, instrumento regulatório voltado para otimizar a administração integrada de territórios constituídos por diversas reservas. Entre as localidades abrangidas na composição encontram-se a Fazenda Vagafogo Boa Vista, o Segredo da Serra dos Pireneus, Magia do Cerrado, Vale das Copaíbas, Segredos do Cerrado, Mata da Borboleta Azul e a Reserva Ecológica do Barriguda. A normativa estipula ainda que as unidades integrantes que ainda não possuam registro no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação disponham do prazo de seis meses para a finalização do processo.

Instituição do Conselho Consultivo e gestão integrada
Além do reconhecimento oficial do território, o ato normativo institui o Conselho Consultivo do mosaico, órgão composto por delegados do poder público, entidades de ensino, coletivos da sociedade civil e administradores das reservas. O colegiado terá a responsabilidade de articular estratégias para salvaguardar os recursos naturais, os patrimônios culturais e paisagísticos da região, priorizando o desenvolvimento sustentável.

A estrutura do conselho prevê a criação de câmaras técnicas para debater diretrizes públicas, pesquisas e iniciativas de preservação. A representação da sociedade civil será exercida por administradores das 20 reservas e por integrantes de organizações ambientalistas atuantes na área. A condução da presidência do colegiado caberá a um gestor de unidade de conservação integrante do mosaico, escolhido mediante votação entre os próprios conselheiros. Com informações da Agência Brasil.

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