Nova batata-doce biofortificada da Embrapa une alta produtividade e qualidade gourmet
A mesa do brasileiro acaba de ganhar um reforço de peso com o lançamento da BRS Prenda. Desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado em parceria com a Embrapa Hortaliças, essa nova cultivar de batata-doce chega ao mercado com o status de “superalimento”. O destaque fica por conta de sua biofortificação, apresentando uma elevada concentração de carotenoides, o que resulta em uma polpa de coloração amarelo-intensa e alto valor nutricional. Além dos benefícios à saúde, a variedade foi planejada para atender às exigências de produtores que buscam eficiência e consumidores que não abrem mão de sabor e aparência.
Eficiência no campo e facilidade na colheita
A BRS Prenda surpreende pelos números no campo. A cultivar alcança uma produtividade considerada excelente, permitindo a colheita de mais de dois quilos por planta, o que pode resultar em cerca de 50 toneladas por hectare sob manejo adequado. Outro diferencial está em sua arquitetura: ao contrário de outras variedades que se espalham excessivamente pelo solo, a Prenda possui ramas curtas e eretas. Essa característica facilita o trato cultural e torna a colheita muito mais ágil.
A planta também demonstra robustez diante de desafios sanitários, apresentando boa resistência natural a pragas e doenças. Isso possibilita uma redução no uso de insumos químicos, tornando o cultivo mais sustentável e econômico para o agricultor, especialmente para a agricultura familiar, onde o alimento é base de subsistência e renda.
Qualidade pós-colheita e versatilidade na cozinha
Um dos maiores obstáculos da cultura da batata-doce é a conservação após a retirada do solo. A BRS Prenda supera essa barreira ao manter suas propriedades em boas condições por até três meses em temperatura ambiente. Para atingir o máximo de seu potencial de sabor, a raiz passa por um processo de cura que dura entre 10 e 16 dias. Nesse período, o amido é convertido em açúcar, acentuando a doçura e melhorando a textura da polpa.
Na culinária, a nova cultivar promete conquistar chefs e entusiastas da gastronomia. Com casca rosada, formato arredondado e ausência de veias ou rachaduras, ela oferece uma estética atraente para pratos gourmet. Quando assada a 200°C por cerca de 80 minutos, revela uma textura macia e uma cor vibrante que embeleza qualquer preparação.
Desenvolvimento e potencial de mercado
A origem da BRS Prenda remete a uma seleção local no Sul do Brasil, a partir de hibridação espontânea de sementes fornecidas por produtores. Após oito safras consecutivas de testes em Pelotas (RS), a cultivar provou sua adaptação e estabilidade. Embora tenha sido aprimorada para as condições do Rio Grande do Sul — estado que responde por 18% da produção nacional —, sua qualidade in natura a torna apta para o processamento e consumo em todas as regiões produtoras do país. Com informações da Embrapa


