Agronegócio de Minas Gerais alcança receita de quase 4 bilhões de dólares no primeiro trimestre
O setor agropecuário mineiro reafirmou sua força na economia estadual ao movimentar US$ 3,93 bilhões em exportações entre os meses de janeiro e março de 2026. O montante representa uma fatia expressiva de 38,5% de toda a receita obtida por Minas Gerais com vendas externas no período, consolidando o campo como o pilar central da balança comercial do estado.
Dinâmica entre preços e volume embarcado
Embora o faturamento tenha se mantido em patamares elevados, o volume total exportado registrou uma retração de 11,2%, somando 2,84 milhões de toneladas. Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG), esse cenário é explicado pela flutuação das cotações internacionais. No caso do café, os preços médios altos compensaram a queda no volume enviado ao exterior. Já o setor sucroalcooleiro trilhou o caminho oposto, aumentando a quantidade de produtos exportados, porém com um retorno financeiro menor devido à redução nos preços.
Avanço no Oriente Médio e novos destinos
A produção mineira chegou a 155 nações no primeiro trimestre. Enquanto parceiros tradicionais como China, Estados Unidos e Alemanha seguem no topo da lista, novos mercados ganharam fôlego, como a Índia, Tailândia e Suíça. Um destaque relevante foi o bloco do Oriente Médio, que adquiriu US$ 219,1 milhões em produtos, passando a deter uma participação de 5,6% no total das exportações agropecuárias de Minas.
Desempenho por cadeias produtivas
Café: Líder absoluto, o grão gerou US$ 2,4 bilhões com o embarque de 5,4 milhões de sacas.
Complexo Soja: Ocupa o segundo posto, com US$ 510,4 milhões. O setor apresentou uma mudança interna, com o farelo e o óleo ganhando espaço frente ao grão.
Carnes: O grupo foi o grande destaque positivo, atingindo recordes históricos para o período nas vendas de carne bovina. No total, o segmento de carnes somou US$ 419 milhões em receita.
Produtos Florestais: Movimentaram US$ 240,7 milhões, impulsionados principalmente pelo crescimento nas exportações de papel.
Além das commodities tradicionais
Minas Gerais também tem se destacado em nichos específicos e produtos de maior valor agregado. No primeiro trimestre de 2026, o estado liderou o ranking nacional de exportações em itens como mel natural, doce de leite, leite condensado, batatas preparadas e milho para semeadura. Essa diversificação demonstra que a agroindústria mineira está expandindo sua presença em mercados globais exigentes, para além das grandes produções de grãos. Com informações da Agência Minas


