Banco Central reforça cerco contra fraudes com novas diretrizes de segurança no Pix

O sistema de pagamentos instantâneos mais utilizado no país acaba de ganhar camadas extras de proteção. Entraram em operação as novas normas estabelecidas pelo Banco Central (BC), focadas em aumentar a eficácia na recuperação de capitais transferidos sob coerção ou mediante golpes. Com a implementação do Mecanismo Especial de Devolução (MED) 2.0, a autoridade monetária busca não apenas frustrar a ação de criminosos, mas também agilizar a restituição para as vítimas.

Rastreamento avançado e bloqueio imediato de recursos
A grande inovação desta atualização reside na capacidade de monitorar o fluxo financeiro além da primeira conta recebedora. Agora, o sistema consegue identificar o trajeto do dinheiro mesmo quando os golpistas realizam transferências sucessivas para contas intermediárias, uma tática comum para dificultar o trabalho da polícia.

Confira as principais mudanças tecnológicas e operacionais:
Rastreamento multicontas: A busca pelos valores desviados não se limita mais ao destino inicial da transação.

Interrupção preventiva: Contas que possuem histórico ou denúncias de atividades fraudulentas podem sofrer bloqueio automático imediato.

Celeridade na restituição: O BC prevê que a recuperação do montante possa ocorrer em um período de até 11 dias após o registro da queixa.

Integração total: Instituições bancárias e de pagamento agora compartilham dados em tempo real sobre o percurso das transações suspeitas.

Facilidade no atendimento e redução drástica de golpes
Para tornar o processo menos burocrático, as instituições financeiras passaram a disponibilizar ferramentas de autoatendimento diretamente em seus aplicativos. Através de um botão de contestação, o próprio usuário pode iniciar o procedimento de denúncia sem a necessidade de falar com um atendente, acelerando os primeiros 30 minutos, que são cruciais para o bloqueio de bens.

Estimativas de especialistas indicam que essas medidas podem reduzir em até 40% a taxa de sucesso de crimes financeiros realizados via Pix. É importante ressaltar, entretanto, que o MED deve ser utilizado exclusivamente para episódios de fraude ou erros operacionais da própria instituição. O mecanismo não contempla equívocos cometidos pelo correntista no momento da digitação dos dados do destinatário.

Guia rápido para agir em situações de crime financeiro
Caso você seja vítima de uma transação indevida, a velocidade da sua resposta é fundamental para o sucesso do bloqueio:

Registre a contestação imediatamente pelos canais oficiais ou pelo botão específico no aplicativo do seu banco.

A sua instituição terá até 30 minutos para alertar o banco que recebeu o valor.

O dinheiro é preventivamente retido na conta de destino para análise técnica.

Caso a fraude seja atestada após a investigação, o valor é estornado para a conta de origem.
Com informações da Agência Brasil

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