GRNEWS TV: Fones de ouvido comuns ou com Bluetooth exigem atenção e uso consciente, diz otorrino
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Jayson Peixoto Machado, médico especialista em Otorrinolaringologia, esclareceu dúvidas sobre rinite, sinusite, gripe, resfriado, apneia do sono, garganta, ouvidos e outros.
Dúvida comum entre usuários de tecnologia
O uso cada vez mais frequente de fones de ouvido, especialmente os modelos Bluetooth, tem levantado questionamentos sobre possíveis riscos à saúde. Uma das dúvidas mais recorrentes envolve a relação entre esses dispositivos e o surgimento de nódulos na tireoide, além dos impactos do uso prolongado sobre a audição, principalmente entre jovens e adolescentes.
Não há evidência sobre tireoide
De acordo com especialistas da área de otorrinolaringologia, não existem, até o momento, estudos científicos que comprovem qualquer ligação entre o uso de fones Bluetooth e o desenvolvimento de nódulos na tireoide. A informação, bastante difundida nas redes sociais, não encontra respaldo na literatura médica atual e deve ser vista com cautela.
Risco real está na audição
Se por um lado não há comprovação de danos à tireoide, por outro, os efeitos do uso excessivo de fones de ouvido sobre a audição são amplamente reconhecidos. Entidades como a Organização Mundial da Saúde e a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia já alertaram que, entre 2030 e 2035, uma parcela significativa de adolescentes e adultos jovens poderá apresentar perda auditiva induzida pelo ruído.
Exposição contínua causa danos irreversíveis
O problema está no hábito de usar fones por muitas horas ao dia, em volumes elevados, seja no transporte público, na escola, no trabalho ou durante atividades físicas. A exposição crônica pode lesar as células auditivas, que não se regeneram. Casos de adolescentes com perda auditiva confirmada associada ao uso contínuo desses dispositivos já são realidade em consultórios médicos.
Tratamento é limitado
Atualmente, não existe medicamento capaz de recuperar as células auditivas perdidas. As alternativas disponíveis são a reabilitação auditiva, por meio de aparelhos de amplificação sonora ou, em situações mais graves, o implante coclear. Pesquisas estão em andamento, inclusive com participação de cientistas brasileiros no exterior, mas ainda sem aplicação clínica imediata.
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