Instituto Butantan prossegue com testes clínicos de imunizante contra a dengue em idosos

O Instituto Butantan confirmou a continuidade de sua pesquisa científica voltada para avaliar os efeitos da vacina contra a dengue na população da terceira idade. O anúncio ocorre em paralelo à decisão do Ministério da Saúde de paralisar temporariamente a vacinação coletiva em território nacional. A suspensão foi comunicada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, motivada pelo surgimento de reações colaterais graves e o registro de duas mortes, eventos que demandam uma análise minuciosa das autoridades sanitárias.

Apesar do recuo na campanha de imunização em massa, os ensaios supervisionados em andamento não serão interrompidos. A direção do centro produtor paulista demonstrou otimismo e ressaltou a importância do imunizante na contenção do vírus, reforçando que qualquer decisão de retorno da vacinação pública deverá estar respaldada em critérios metodológicos rigorosos e dados científicos consistentes.

Foco na resposta imunológica da população idosa
O estudo clínico foi iniciado no primeiro mês do ano e tem como principal objetivo entender o comportamento do organismo de pessoas que nunca contraíram a enfermidade antes de receberem as doses. O foco principal reside no acompanhamento do público idoso, investigando os níveis de segurança do produto e mapeando a capacidade de o sistema de defesa desses indivíduos gerar anticorpos contra a dengue.

A intenção dos pesquisadores é realizar exames de laboratório comparativos para checar se a proteção biológica obtida pelos idosos atinge um patamar equivalente àquele observado nos testes aplicados previamente no público adulto.

Seleção de voluntários e regiões mapeadas
Para garantir a eficiência da avaliação, a pesquisa foi direcionada estrategicamente para locais onde o histórico de circulação do vírus da dengue é considerado baixo. Por essa razão, os quatro polos laboratoriais foram instalados em cidades da Região Sul do Brasil.

A maior parcela de oportunidades para novos voluntários é voltada para cidadãos que tenham idades entre 60 e 79 anos. O monitoramento contínuo dessas pessoas deve durar cerca de doze meses, centralizando as atividades nas capitais Curitiba e Porto Alegre, além da cidade gaúcha de Pelotas. Com informações da Agência Brasil

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