Lula articula frente diplomática e recebe premiê do Canadá em abril
O Palácio do Planalto confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu um telefonema do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, nesta quinta-feira. O diálogo marcou o fortalecimento dos laços entre as duas nações e serviu como palco para o agendamento de uma visita oficial de Carney ao Brasil, prevista para o próximo mês de abril. Na pauta do encontro, ganha destaque a retomada das negociações para um acordo comercial estratégico entre o Mercosul e o Canadá.
Condenação à intervenção militar e defesa da soberania
Durante a conversa, o cenário crítico na Venezuela foi o tema central. Ambos os líderes expressaram forte rejeição ao uso da força militar por parte dos Estados Unidos no país vizinho, ocorrido no último sábado, que culminou na apreensão do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores. Lula e Carney classificaram a ação como uma violação aos princípios estabelecidos pela Carta das Nações Unidas e ao direito internacional.
O presidente brasileiro reiterou a posição de que a resolução dos conflitos internos venezuelanos cabe, de forma soberana, ao próprio povo daquela nação. Lula enfatizou a importância de preservar a América do Sul como uma região de paz e estabilidade, livre de interferências externas armadas.
Reformas globais e alianças regionais
Além da questão venezuelana, os chefes de governo concordaram que o momento exige uma reforma profunda nas instituições de governança global, buscando um sistema mais equilibrado. Esse movimento diplomático de Lula não se restringiu ao Canadá; no mesmo dia, o presidente brasileiro também coordenou conversas com os mandatários da Colômbia, Gustavo Petro, e do México, Claudia Sheinbaum.
No diálogo com a presidente mexicana, houve uma convergência na defesa do multilateralismo e na rejeição à ideia de um mundo dividido em zonas de influência controladas por grandes potências. Lula e Sheinbaum também iniciaram os preparativos para uma futura visita da líder ao Brasil, incluindo em suas discussões planos de cooperação mútua para o combate à violência contra a mulher. Com informações da Agência Brasil


