Presidente da Comissão de Obras visita novo reservatório acredita que não haverá racionamento de água

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Com o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho no dia 25 de janeiro de 2019, os rejeitos de lama poluiu o rio Paraopeba, uma das principais fontes de abastecimento de água em Pará de Minas, algumas obras emergenciais e paliativas tem sido feitas no município.

Desde o dia 29 de janeiro, quando foi a paralisada a captação de água no rio, a cidade é abastecida pelo ribeirão Paciência e o córrego de Paiva, além dos poços artesianos.

Para evitar que o município seja atingido mais uma vez por uma crise hídrica, como aconteceu em 2013, 2014 e alguns meses de 2015, a Prefeitura firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com a mineradora Vale, o Ministério Público de Minas Gerais e a concessionária Águas de Pará de Minas.

Entre as ações para amenizar os transtornos causados pela poluição do Paraopeba está a interligação de um reservatório que existe na região de Córrego do Barro à adutora da Águas de Pará de Minas. Este reservatório, com capacidade para mais de 50 milhões de litros d’água, já existia e vai ajudar com a captação de água dos ribeirões Moreira e Cova Danta.

Há cerca de duas semanas, técnicos trabalham no local fazendo a ligação entre o reservatório e a adutora da concessionária, e também construindo alinha de transmissão de energia elétrica para fazer o novo sistema funcionar.

Toda a obra é acompanhada de perto por representantes da Prefeitura, Ministério Público de Minas Gerais, concessionária Águas de Pará de Minas e vereadores paraminenses.

O presidente da Comissão de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente, José Salvador Moreira (PSD) esteve em Córrego do Barro, na companhia de mais oitos vereadores, para verificar como estão as obras.

O vereador voltou satisfeito com que viu e tranquilizou a população garantindo que não faltará água. Todos os esforços estão sendo feitos para evitar um racionamento no período de estiagem:


José Salvador Moreira
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O vereador lembra ainda que é uma obra paliativa, feita para ajudar no abastecimento nos próximos meses. Ressalta que a grande obra será a construção da adutora no rio Pará, distante quase 50 quilômetros de Pará de Minas:

José Salvador Moreira
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Todos os custos serão pagos pela mineradora Vale. O município e a concessionária Águas de Pará de Minas apenas fiscalizam o trabalho que está sendo realizado.

Além disso, é o município quem busca outorgas e fica responsável pela documentação que for exigida em qualquer etapa do processo.

A adutora no rio Pará deverá ser construída até 15 de maio de 2020 e caso a Vale não cumpra o prazo previsto no acordo, pagará multa diária de R$ 100 mil, como previsto no Terno de Ajustamento de Conduta.

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