Minas Gerais fortalece rede de saúde para enfrentar pico de arboviroses e doenças respiratórias

O Governo de Minas Gerais chega ao início de 2026 com uma estrutura robusta e planejamento antecipado para combater a subida das arboviroses e das doenças respiratórias. Em coletiva realizada ontem (8/1), o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, apresentou o detalhamento das ações que visam proteger a população mineira durante os meses de maior transmissão, previstos para ocorrer entre fevereiro e abril.

Diferente do ciclo anterior, a projeção epidemiológica aponta que o ápice da dengue deve acontecer em abril deste ano. Para garantir que os municípios estejam prontos, o Estado iniciou o repasse de verbas preventivas ainda em setembro, permitindo a ampliação da assistência e do monitoramento antes mesmo do aumento dos diagnósticos.

Investimentos recordes e tecnologia no combate ao mosquito
O enfrentamento às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti conta com um aporte anual de aproximadamente R$ 210 milhões. Recentemente, em dezembro de 2025, foram liberados R$ 47,3 milhões adicionais focados na modernização da vigilância. O estado agora utiliza drones e ovitrampas — armadilhas que coletam ovos do mosquito para análise — além da descentralização do fumacê e da ampliação da oferta de exames laboratoriais.

Esses esforços refletem os bons resultados colhidos em 2025, quando Minas registrou uma queda drástica de 92% nos casos confirmados de dengue em relação ao ano anterior, totalizando 118.858 registros. Os casos de chikungunya e zika também apresentaram números reduzidos devido ao fortalecimento da rede de prevenção.

Imunização como pilar contra dengue e vírus respiratórios
A vacinação permanece como a principal ferramenta de longo prazo. Embora a cobertura atual ainda dependa do fluxo de doses recebidas, a expectativa é positiva com a produção nacional pelo Instituto Butantan. Enquanto isso, o estado intensifica a proteção contra doenças respiratórias, como a gripe e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), este último sendo a maior ameaça de bronquiolite em bebês.

Com um investimento superior a R$ 105 milhões no Plano Mineiro de Imunizações, Minas tem focado na vacinação de gestantes para garantir que os recém-nascidos já nasçam com anticorpos. Além disso, o uso do anticorpo monoclonal nirsevimabe e a circulação dos “vacimóveis” buscam levar a imunização até as áreas de maior vulnerabilidade social.

Mobilização social e ampliação de leitos hospitalares
A participação da comunidade é considerada vital. Após o sucesso do “Dia D Minas Unida contra o Aedes” em novembro, uma nova mobilização estadual já está marcada para o dia 28 de fevereiro. O objetivo é eliminar focos domésticos antes que o período crítico de transmissão se instale.

No suporte hospitalar, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) já ativou seu plano de contingência. Unidades como o Hospital Infantil João Paulo II estão prontas para abrir novos leitos de UTI e enfermaria pediátrica. O plano também contempla o fortalecimento de hospitais no interior, visando descentralizar o atendimento e garantir socorro rápido em todas as regiões do estado. Com informações da Agência Minas

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