Boletim da Fiocruz aponta recuo nas internações por problemas respiratórios no Brasil
O cenário epidemiológico brasileiro inicia o ano de 2026 com sinais de alívio. De acordo com o primeiro relatório do sistema InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ontem (08), as ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão em trajetória de queda em todo o território nacional. A análise, que observa tanto o curto quanto o longo prazo, revela que a grande maioria das capitais e estados brasileiros saiu da zona de risco ou alerta para essas enfermidades.
Grupos vulneráveis e agentes causadores
Apesar da redução geral, o levantamento das últimas oito semanas mostra que o impacto das doenças respiratórias ainda é mais severo em faixas etárias específicas. Enquanto as crianças pequenas registram os maiores índices de novos casos, é entre a população idosa que se concentra o maior número de óbitos.
Atualmente, o quadro clínico infantil tem sido influenciado majoritariamente pela circulação do rinovírus e do metapneumovírus. Contudo, os especialistas ressaltam que, por se tratar de dados referentes ao período de transição entre o fim de dezembro e o início de janeiro, os números de incidência e mortalidade ainda podem sofrer ajustes conforme os sistemas de saúde atualizam as notificações.
Retrospectiva da mortalidade e balanço viral
O relatório também traz um balanço consolidado do ano anterior. Em 2025, o Brasil registrou 13.678 mortes decorrentes da Síndrome Respiratória Aguda Grave. Desse total, cerca de metade dos casos (50,4%) teve a presença de algum vírus confirmada por exames laboratoriais, enquanto 40,4% das vítimas apresentaram resultados negativos para os patógenos testados.
Entre as mortes com causa viral identificada, a Influenza A foi a principal responsável, respondendo por quase metade das ocorrências. O vírus Sars-CoV-2 (Covid-19) apareceu na sequência, associado a cerca de um quarto dos óbitos, seguido pelo rinovírus e pelo vírus sincicial respiratório. O monitoramento atual corresponde à semana epidemiológica encerrada em 3 de janeiro de 2026. Com informações da Agência Brasil

