Democracia inabalável e o rigor da lei contra atos golpistas
Em uma cerimônia marcada pela defesa das instituições brasileiras, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, enfatizou que ofensas criminosas direcionadas ao Estado Democrático de Direito não permitem qualquer tipo de perdão oficial. Durante o evento que relembrou os três anos dos ataques de 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes, o ministro destacou a gravidade de atos que buscam subverter a ordem constitucional.
Segundo Lewandowski, crimes dessa natureza são imprescritíveis e não podem ser alvo de indulto, graça ou anistia. Ele reforçou que essa impossibilidade de clemência é ainda mais rígida quando as ações contam com o envolvimento de grupos armados, sejam eles civis ou militares.
Vigilância constante como garantia da liberdade
Ao citar o estadista Thomas Jefferson, o ministro alertou que a manutenção da liberdade exige um estado de atenção permanente por parte da sociedade e das autoridades. Lewandowski afirmou que, embora as instituições republicanas tenham conseguido derrotar a tentativa de golpe, o propósito das solenidades anuais é recordar a necessidade de união em torno dos valores democráticos resgatados pelo país.
A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, serviu como um marco de resistência, sublinhando que a memória dos ataques de 2023 deve fortalecer o compromisso com a estabilidade política e o respeito às urnas.
Punição e a força das instituições republicanas
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também discursou no ato, defendendo que o rigor da lei seja aplicado a todos os responsáveis pelos atentados. Alckmin ponderou sobre a gravidade da tentativa de golpe após uma derrota eleitoral, sugerindo que o desrespeito democrático teria tido consequências ainda mais drásticas caso o resultado das eleições fosse outro.
Para o vice-presidente, o diferencial de um homem público não reside em sua posição no espectro político, mas no seu real apreço pela democracia. Ele celebrou a resposta conjunta e uníssona do Executivo, Legislativo e Judiciário à crise, afirmando que:
As instituições brasileiras demonstraram grande vigor e capacidade de reação.
A união dos Três Poderes foi fundamental para neutralizar os efeitos do 8 de janeiro.
Boas instituições são perenes e essenciais para que o país consiga avançar, sobrevivendo à passagem dos governantes.
Com informações da Agência Brasil


