Brasil encerra 2025 com o terceiro melhor saldo comercial da história e recorde em dezembro

A balança comercial brasileira demonstrou uma resiliência notável ao longo de 2025, superando desafios geopolíticos e pressões econômicas externas. Segundo balanço apresentado ontem (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o país registrou um superávit anual de US$ 68,293 bilhões. Embora o valor seja 7,9% inferior ao saldo de 2024, ele se consolida como o terceiro maior resultado positivo desde o início da série histórica, em 1989, ficando atrás apenas dos anos de 2023 e 2024.

O desempenho final do ano foi impulsionado por um mês de dezembro histórico, que registrou o melhor saldo para o período em 36 anos, com US$ 9,633 bilhões. Esse vigor nas exportações de fim de ano ajudou a elevar o superávit para um patamar bem superior aos US$ 60,9 bilhões inicialmente previstos pelo governo.

Resiliência diante do cenário global e do “tarifaço”
O comércio exterior do Brasil navegou por águas turbulentas em 2025, enfrentando o barateamento das commodities e as barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos. Mesmo assim, as exportações totais atingiram o recorde de US$ 348,676 bilhões, uma alta de 3,5% em comparação ao ano anterior.

O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin destacou que, em volume, o crescimento das exportações brasileiras foi de 5,7%, superando o dobro da média de crescimento do comércio global (2,4%). Para Alckmin, os dados provam a competitividade do produto brasileiro no exterior. Por outro lado, o aquecimento da economia interna estimulou as importações, que cresceram 6,7%, somando US$ 280,382 bilhões — também um valor recorde para o país.

Motores do crescimento em dezembro
O salto nas vendas externas no último mês do ano foi puxado por setores estratégicos, com destaque para a agropecuária e a indústria extrativa:

Agropecuária (+43,5%): Impulsionada pela soja (+73,9%), pelo café não torrado (+52,9%) e pelo milho (+46%).

Indústria Extrativa (+53%): O grande protagonista foi o petróleo bruto, que teve alta de 74% nas vendas após a normalização das plataformas que estavam em manutenção em novembro. O minério de ferro também contribuiu com alta de 33,7%.

Indústria de Transformação (+11%): Destaque para a carne bovina (+70,5%) e o ouro não monetário (+88,7%).

Importações refletem consumo e investimento interno
O aumento nas compras de produtos estrangeiros em 2025 esteve diretamente ligado à recuperação da economia nacional. O Brasil importou mais combustíveis (+42,9%) e medicamentos (+47,7%), além de registrar aumentos expressivos em insumos para a produção, como fertilizantes (+222,4%). Na agropecuária, houve uma curiosa e massiva importação de soja, além de trigo e centeio, refletindo ajustes pontuais na cadeia de suprimentos e demanda industrial. Com informações da Agência Brasil

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