Para moradores, Vale nunca teve compromisso com a comunidade de Meireles

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Desde que iniciou a construção da adutora do Rio Pará, que salvou Pará de Minas de um desabastecimento de água após o rompimento da barragem de Brumadinho e poluição do rio Paraopeba, os moradores de Meireles foram os mais atingidos. Eles conviveram com um surto de Covid-19 após funcionários de uma terceirizada da Vale testarem positivo para o novo coronavírus, sofrem com ruas e estrada estragadas pelas obras e ainda não tem um posicionamento oficial se serão recompensados financeiramente, através de obras e melhorias na comunidade.

Após a mobilização dos moradores e de muitas reclamações, a Vale enviou uma terceirizada para recompor o calçamento que foi afetado diretamente pela obra. O Portal GRNEWS publicou sobre o trabalho e os moradores estavam insatisfeitos com a qualidade do serviço.

Após solicitar um posicionamento da mineradora, a assessoria de comunicação da Vale respondeu que “ainda estão em curso as ações para recuperação das vias afetadas pelas obras da adutora, mantendo seu compromisso de devolvê-las em condições no mínimo idênticas àquelas registradas antes do início das obras”, como noticiado pelo Portal GRNEWS.

Mas os moradores não ficaram satisfeitos com a resposta da Vale , dizendo ser curta e vaga. Um destes moradores é o empresário Rodrigo Campos. Ao Portal GRNEWS ele destaca o descompromisso da Vale com a comunidade:


Rodrigo Campos

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A manifestação é também pelo apoio da Prefeitura, que segundo Rodrigo Campos não fiscaliza nem oferece qualquer suporte aos moradores que reivindicam seus direitos:

Rodrigo Campos
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Na semana passada os moradores de Meireles protocolaram um documento no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), através da Comarca de Pará de Minas. Destinado ao promotor de justiça Delano Azevêdo Rodrigues, foi manifestada a insatisfação com a má qualidade dos reparos no calçado do povoado.

Esta, segundo os moradores, é a segunda intervenção para reparo do calçamento. Segundo eles, “da primeira vez, o reparo foi parcial, realizado em apenas alguns pontos da linha de corte feita para abertura das valas para colocação dos tubos para construção da nova adutora. Cabe o registro que o calçamento foi todo impactado por razão do tráfego de veículos pesados. O resultado da primeira intervenção foi insatisfatório, gerando a necessidade da segunda intervenção. Entretanto, a segunda intervenção realizada agora repete os erros de premissa e vícios da primeira”.

O documento também aponta que o prefeito Elias Diniz (PSD) foi acionado pela comunidade, mas não se manifestou direta ou indiretamente, através de assessores ou secretários.

Cita ainda que “o município é o responsável solidário pela fiscalização da obra da nova adutora, conforme consta no Termo de Compromisso já citado, bem como é o titular da manutenção regular do calçamento e das vias de acesso ao povoado”.

O documento protocolado também cita a reportagem publicada pelo Portal GRNEWS relatando o desacordo da comunidade em relação aos reparos.

Reiterou ainda que a comunidade não considera atendidas as ações de reparação por parte da Vale e alertou o MPMG para “a urgência da tomada de providências visto que a BUENO já se encontra em adiantada fase de desmobilização do seu Canteiro de Obras no povoado de Meireles”.

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