Armazenar água nos quintais facilita proliferação do Aedes Aegypti e pode aumentar casos de Dengue em Pará de Minas

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A preocupação de com o Aedes Aegypti, mosquito transmissor da Dengue, Febre Chikungunya e Zica vírus aumenta a cada dia no município de Pará de Minas. Mais de 40 casos prováveis da doença já foram registrados em 2019.

Em parte isso está relacionado aos resultados do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa). O que havia sido realizado em outubro de 2018 subiu de 1,3% para 2%, em relação ao anterior.

No primeiro LIRAa de 2019 foram visitadas cerca de 1.800 casas sorteadas pela Gerência Regional de Saúde (GRS) sediada em Divinópolis. A expectativa é que o índice registrasse queda considerando os mutirões de limpeza que vem sendo realizados semanalmente desde dezembro de 2018.

Mas o resultado anunciado em 21 de janeiro fez aumentar a preocupação do povo paraminense. Os números apresentaram piora e o índice subiu de 2% para 2,4%.

Levando-se em conta que o Ministério da Saúde preconiza que o índice fique abaixo de 1% para evitar o risco de epidemia de Dengue, o município está em estado de alerta geral.

O problema é que esse cenário pode se agravar ainda mais em razão da tragédia da mineradora Vale em Brumadinho com o rompimento de uma barragem provocando mais de 150 mortes, quase 200 desaparecidos e um dano ambiental incalculável.

O município de Pará de Minas sofre as consequências desse desastre devido à contaminação da água do Rio Paraopeba. A concessionária Águas de Pará de Minas suspendeu a captação de água naquela manancial após investir mais de R$ 40 milhões para construir uma adutora e captar a água do rio no distrito de Córrego do Barro, zona rural do município.

A tragédia da Vale em Brumadinho provocou muitos impactos em Pará de Minas e fez com que o prefeito Elias Diniz (PSD) decretasse Situação de Emergência no município na terça-feira, 5 de fevereiro.

Apesar de até o momento a prefeitura e a Águas de Pará de Minas afirmarem que o abastecimento está normal com a captação de água no Ribeirão Paciência, Córrego dos Paivas e poços artesianos, muitos paraminenses estão comprando caixas d’água e armazenando água em suas casas.

Esse procedimento não é recomendado e pode ser um facilitador para o aumento da infestação do mosquito transmissor da Dengue em Pará de Minas. O Aedes aegypti pode aproveitar a água parada nas caixas para se proliferar. O resultado disso pode ser uma nova epidemia de Dengue na cidade, e seria a terceira. Nas anteriores foram centenas de pessoas acometidas pela Dengue. A doença também causou a morte de paraminenses.

A última epidemia de Dengue foi registrada em 2016 e relacionada com o grande número de caixas d’água nos quintais, depois de sofrer muito com o racionamento de água. O pior é que o prefeito Elias Diniz disse que o rodízio no abastecimento de água pode voltar devido aos danos causados ao Paraopeba pelos rejeitos da barragem da Vale. A concessionária Águas de Pará de Minas também não descarta essa possibilidade. Inclusive, iniciou uma campanha publicitária nesta quarta (6) dizendo: “Contamos com sua parceria. Evite o desperdício e faça uso consciente da água”. A campanha também é otimista e diz: “vamos vencer esse desafio juntos”.

Como a situação é muito séria, além de solicitar que ninguém armazene água em seus quintais, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde e Gerência de Combate a Endemias, continuará realizando mutirões de limpeza nos bairros durante este mês de fevereiro.

Na semana passada as equipes realizaram este trabalho de limpeza nos bairros São Pedro, Santa Isabel e Ipê.

Nesta quinta (7) e sexta-feira, 8 de fevereiro. o mutirão de limpeza para recolhimento de materiais que possam acumular água e facilitar a proliferação do mosquito transmissor da Dengue será realizado no bairro Senador Valadares.

Posteriormente as equipes seguirão para o bairro nos dias 14 e 15 de fevereiro para os bairros Jardim América, Redentor, São Cristóvão e Várzea para realizar o mutirão de limpeza.

A programação prevista para o mês de fevereiro será encerrada nos dias 21 e 22, quando as equipes recolherão os materiais inservíveis que possam acumular água nos bairros Recanto da Lagoa e Santa Edwiges.

Importante destacar que a infestação provocada pelo mosquito Aedes aegypti costuma aumentar durante o verão devido aos períodos intercalados por chuvas e sol forte tornando o ambiente favorável para a proliferação do mosquito.

Por isso a população precisa colaborar bastante para que o município de Pará de Minas consiga reduzir, no mínimo, pela metade o índice registrado no último LIRAa.

Basta reservar alguns minutos por semana para verificar vasos de plantas, ralinhos, calhas de telhados e outros locais e objetos que podem acumular água parada. Denúncias sobre focos de Dengue podem ser feitas pelo telefone: (37) 3231-7755.

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