Promotor aponta falta de abrigo para pessoa em situação de rua dormir. Secretário diz que município tem todos os equipamentos

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Na tarde desta quarta-feira, 5 de abril, foi realizado um encontro importante na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, envolvendo representantes de diversos segmentos sociais de Pará de Minas.

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Participaram do encontro o delegado Regional da Polícia Civil, Carlos Henrique Gomes Bueno, tenente Bernardo Arthur Wenceslau, da 19ª Companhia Independente da Polícia Militar e representantes de entidades.

Na pauta a discussão dos problemas provocados pelas pessoas em situação de rua que ficam pedindo dinheiro nos semáforos e nos estabelecimentos comerciais da cidade. Em certos casos, os clientes são importunados em bares, restaurantes, pizzarias e lanchonetes.

A questão foi levantada pelos comerciantes paraminenses e por isso a Associação Empresarial de Pará de Minas (ASCIPAM) vem procurando as autoridades em busca de providências e solução para sanar o problema.

Na avaliação de Renato Vasconcelos, promotor de Justiça e representante do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na Comarca de Pará de Minas, as pessoas em situação de rua não devem ser tratadas como criminosas. Cita que cada caso deve ser analisado separadamente, pois algumas situações demandam medidas mais enérgicas.

O promotor também afirma que atualmente o município não conta com um local adequado para que os andarilhos possam dormir. Esse é um trabalho fundamental para que a assistência social seja ainda mais efetiva por parte do poder público:


Renato Vasconcelos
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Já Vilson Antônio dos Santos, secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, considerou proveitosa a discussão. Também afirma que a Prefeitura de Pará de Minas disponibiliza todos os equipamentos necessários para atender as pessoas em situação de rua:


Vilson Antônio dos Santos
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Gustavo Henrique Duarte Silva, coordenador do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), informa que o órgão atende a várias pessoas de Pará de Minas e de outros municípios.

Ele explica que a população dos moradores de rua continua a mesma. Os andarilhos ficaram mais visíveis depois que um galpão existente na praça Simão da Cunha foi demolido. Antes disso, as pessoas em situação de rua se refugiavam naquele imóvel e por isso não eram notadas pela sociedade paraminense:


Gustavo Henrique Duarte Silva
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Para José Misael de Almeida, presidente da ASCIPAM, a discussão foi muito proveitosa. Destaca a necessidade de ajudar as pessoas em situação de rua, respeitando a dignidade deles e ao mesmo tempo combater quaisquer abusos:


José Misael de Almeida
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Em Pará de Minas, o Centro Pop atende aproximadamente 25 pessoas em situação de rua, fornecendo alimentação, assistência médica, psicológica e oficinas para aqueles que aceitam ajuda. Todos são abordados e os serviços públicos são ofertados. Porém, tem alguns que não querem seguir regras e optaram viver na rua, razão pela qual dispensam qualquer ajuda. O Centro Pop também libera recursos para custeio de 45 passagens mensais para os migrantes que passam por Pará de Minas e pedem ajuda para seguir viagem para outros municípios.

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