GRNEWS TV: Residência Terapêutica devolve dignidade e autonomia aos pacientes da saúde mental em Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Raianne Couto, psicóloga e coordenadora da RAPS, Simone Lopes, coordenadora do Serviço Residencial Terapêutico e Ana Carolina Barros, artesã e instrutora do Centro de Convivência de Saúde Mental Caminho da Esperança, falaram a importância da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em Pará de Minas.
Cuidado integral vai além da saúde mental
O atendimento nas residências terapêuticas tem como base um olhar completo sobre o indivíduo, considerando tanto a saúde física quanto a mental. A rotina inclui acompanhamento medicamentoso, atenção a possíveis gatilhos de crises e cuidados básicos, como higiene. Mais do que assistência, o objetivo é garantir qualidade de vida e respeito à individualidade de cada morador.
Direitos, escolhas e convivência em foco
O modelo psicossocial valoriza o sujeito como cidadão, com direitos, deveres e liberdade para fazer escolhas. A proposta é estimular autonomia e independência, promovendo o acesso a espaços da cidade e incentivando a participação social. Por isso, as residências são inseridas em áreas urbanas, facilitando o convívio comunitário e o acesso a serviços essenciais.
Perfil definido e funcionamento estruturado
O ingresso nesse tipo de moradia segue critérios rigorosos, como histórico de longa internação psiquiátrica, transtornos graves e vínculos familiares fragilizados. Existem duas modalidades de atendimento, que variam conforme o nível de independência dos moradores. Em alguns casos, o cuidado é mais intensivo, especialmente para pessoas que necessitam de apoio nas atividades diárias.
Autonomia construída no dia a dia
A rotina busca estimular a independência dos moradores em tarefas simples, como organizar o próprio quarto, fazer compras ou buscar medicamentos. A lógica é clara: não fazer por eles, mas com eles. Mesmo quando há dificuldades, o incentivo à participação fortalece a autoestima e ajuda a romper estigmas históricos relacionados à saúde mental.
Desafios ainda persistem no município
Apesar dos avanços, a rede de atenção psicossocial enfrenta obstáculos importantes. A desinformação e o preconceito ainda dificultam o acesso e a aceitação desse modelo de cuidado em liberdade. Além disso, há demandas por ampliação dos serviços, como a implantação de um CAPS 3, que ainda esbarra em limitações populacionais para financiamento federal. Ainda assim, profissionais reforçam a necessidade de seguir avançando, ampliando o atendimento e fortalecendo políticas públicas.
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