Operação Libertas resgata mais de 150 aves e aplica multas pesadas em Minas Gerais

Forças de segurança desarticulam esquema de tráfico de animais na Zona da Mata e Campo das Vertentes
Uma expressiva ação conjunta de combate aos crimes ambientais e ao comércio ilegal de fauna silvestre resultou na apreensão de mais de 150 aves em diversas localidades mineiras. A ofensiva, denominada Operação Libertas, ocorreu na última quarta-feira, mobilizando equipes da Polícia Militar de Meio Ambiente, Polícia Civil, Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Ibama. O desdobramento é fruto de um trabalho investigativo minucioso que se estendeu por mais de um ano.

As equipes empenhadas cumpriram 19 mandados de busca e apreensão que abrangeram as cidades de Juiz de Fora, Santos Dumont, Rio Novo e Santa Bárbara do Tugúrio. O balanço final da operação contabilizou sete prisões em flagrante, seis conduções para depoimentos e a aplicação de sanções financeiras que superam o montante de R$ 500 mil.

Espécies raras e animais de alto valor comercial são retirados de cativeiros ilegais
Dentre os exemplares resgatados pelas autoridades, destacam-se pássaros com grande apelo ecológico e comercial, tais como trinca-ferros, corrupiões, azulões, coleirinhos e curiós. Inclusive, um dos coleirinhos apreendidos, reconhecido por seu desempenho em torneios de canto, possui valor estimado acima de R$ 50 mil. A ação também localizou espécimes de curió, uma variedade que figura na lista de animais criticamente ameaçados de extinção no território mineiro.

O município de Rio Novo concentrou uma parcela significativa das apreensões, somando 65 aves localizadas em uma única localidade, o que representa quase metade de todo o volume recolhido durante a mobilização.

Investigação aponta associação criminosa e fraude em identificadores de pássaros
No município de Santos Dumont, as diligências permitiram desmantelar uma rede criminosa estruturada especificamente para a captura e a venda ilícita de aves nativas. Os envolvidos na organização deverão responder perante a Justiça por práticas que incluem o tráfico de animais da fauna silvestre, a falsificação e adulteração de anilhas de identificação, formação de associação criminosa e a manutenção de animais mantidos de forma irregular em cativeiro.

O combate a essa modalidade criminosa é considerado crucial pelos órgãos ambientais, uma vez que o comércio clandestino figura como uma das agressões mais severas à biodiversidade do país, provocando desequilíbrios ecológicos severos e ameaçando a perpetuação de espécies nativas em seus habitats originais.

Animais resgatados passam por triagem e cuidados antes de retornar à natureza
Toda a fauna apreendida ao longo da operação foi direcionada de forma imediata para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) localizado em Juiz de Fora. Na instituição, os pássaros recebem assistência médica veterinária completa, passam pelo processo de identificação e marcação individualizada, além de cumprirem as etapas de reabilitação. O objetivo principal do órgão é garantir que os animais recuperem as condições de saúde necessárias para que possam ser reintegrados com segurança aos seus ecossistemas de origem. Com informações da Agência Minas

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