GRNEWS TV: Plano Diretor atrasado trava futuro de Pará de Minas, diz vereador, diz vereador

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, o vereador Gustavo Henrique Duarte Silva falou sobre propostas da Conferência Nacional das Cidades que podem ser executadas em Pará de Minas.

Lei que orienta crescimento está vencida
O principal instrumento de planejamento urbano de Pará de Minas está desatualizado. Criado em 2006, o Plano Diretor deveria ter passado por ampla revisão em 2016, conforme determina o Estatuto das Cidades, mas segue sem atualização. Na prática, o município planeja 2026 com base em uma realidade de duas décadas atrás.

Especialistas destacam que a elaboração de um plano não é tarefa simples. Exige estudos técnicos aprofundados, levantamento de dados, audiências públicas e a escuta de diferentes setores da sociedade. Por isso, a maioria das cidades contrata empresas especializadas por meio de licitação, já que se trata de um processo complexo e estratégico.

O impacto vai além do papel. O documento define regras para novos loteamentos, áreas industriais, mobilidade urbana, drenagem pluvial, saneamento e políticas ambientais. Sem diretrizes claras, o crescimento ocorre de forma desordenada, pressionando serviços públicos e comprometendo a qualidade de vida.

Desenvolvimento exige visão de longo prazo
Um exemplo citado é o programa de regularização fundiária em Pará de Minas, que avançou nos últimos anos, embora o plano antigo previsse apenas uma área específica para esse tipo de ação. A defasagem mostra o descompasso entre legislação e necessidade real.

Além disso, temas como mudanças climáticas e prevenção a alagamentos exigem planejamento moderno. Conceitos como o de “cidades esponja”, adotados em centros urbanos asiáticos, reforçam a importância de integrar rios e áreas verdes ao desenho urbano, transformando desafios ambientais em soluções sustentáveis.

Para vereadores, o Plano Diretor é a espinha dorsal do município. Sem ele atualizado, decisões estratégicas ficam limitadas. A expectativa é que o Executivo dê início ao processo técnico e participativo para preparar a cidade para os próximos dez anos.

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