GRNEWS TV: Desafios e caminhos para atender a população em situação de rua em Pará de Minas

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, o vereador Gustavo Henrique Duarte Silva falou sobre seu trabalho na Câmara Municipal, restrições na Saúde, pessoas em situação de rua, obras estratégicas, e outros temas.

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Um problema complexo e permanente
A presença de pessoas em situação de rua é antiga e ocorre no mundo inteiro. Especialistas lembram que esse fenômeno envolve histórias muito diferentes: há quem queira ajuda para reconstruir a vida e também quem escolhe viver sem regras formais, recusando inclusive serviços públicos como o Centro Pop. Quando não há crime, a permanência nas ruas não pode ser impedida — mas o cenário recente, especialmente na região do extinto Integrar Vidas, tem gerado desconforto entre moradores e comerciantes, que relatam abordagens insistentes.

Compreender antes de agir
A análise precisa considerar que nem toda situação visível é simples. Casos emblemáticos, como o filósofo Diógenes há mais de dois mil anos, mostram que a vida nas ruas pode surgir de escolhas, rupturas ou crenças pessoais. Por isso, especialistas defendem que políticas públicas devem priorizar acolhimento, avaliação técnica e integração com assistência social — evitando soluções impulsivas que apenas deslocam o problema.

População de rua entre invisibilidade e pressão social
A secretária Cláudia Assunção Faria destacou recentemente que a população de rua só ganha atenção quando está próxima das casas e comércios. Fora desses pontos, torna-se invisível aos olhos da maior parte da cidade. O comandante da Guarda Civil Municipal, Lucas Costa Rodrigues, confirmou que havia tratativas para mudar o Centro Pop para um novo imóvel próximo ao centro — condição exigida pela legislação. Porém, o processo foi suspenso após a revogação do chamamento público.

Mudança emperrada e expectativas frustradas
A interrupção surpreendeu até profissionais da área, já que comentários indicavam que um espaço próximo à rodoviária estava praticamente definido. A ideia era unificar atendimento diurno, acolhimento noturno e suporte a migrantes em um único local, facilitando o acesso e garantindo abrigo em períodos críticos. Agora, o futuro do serviço permanece indefinido.

Resistências e limites da política pública
Quem já coordenou o Centro Pop lembra que, em qualquer endereço, surgem pressões da vizinhança para retirar o equipamento. A convivência com serviços como CAPS AD também provoca tensões. Mesmo assim, especialistas ressaltam que a assistência social segue regras nacionais: os serviços são tipificados pela resolução nº 109/2009, o que impede improvisações e garante cofinanciamento dos governos.

A orientação é clara: oferecer estrutura, equipe e atendimento contínuo — o básico que sustenta uma política eficiente.

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