Inovação no campo ganha força com novos programas de pesquisa agropecuária em Minas Gerais

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) inicia o ano de 2026 com uma estrutura renovada para impulsionar a tecnologia no setor produtivo. A partir desta quinta-feira (1/1), entram em vigor as atualizações nos Programas Estaduais de Pesquisa, fruto de uma reestruturação realizada ao longo de 2025. As mudanças acompanham as metas estabelecidas no Plano Diretor 2026-2031, consolidado recentemente, e visam estreitar a relação entre a ciência e as necessidades reais dos produtores mineiros.

Segundo o diretor de Pesquisa e Inovação da Epamig, Trazilbo de Paula, o esforço busca conectar o conhecimento técnico às exigências tecnológicas e de mercado da agroindústria estadual, garantindo que as diretrizes estratégicas da instituição reflitam o dinamismo do campo.

Foco na cachaça de alambique e na digitalização rural
Uma das principais novidades é a criação de um programa dedicado exclusivamente à cana-de-açúcar e à cachaça de alambique. A iniciativa pretende elevar o patamar da bebida mineira, focando em qualidade, sustentabilidade e inovação tecnológica desde o plantio até a produção final.

Além disso, a Epamig passa a contar com um programa específico de Agropecuária de Precisão e Digital. O objetivo é monitorar e aplicar as ferramentas tecnológicas mais modernas no cotidiano das fazendas, aumentando a eficiência e o controle dos processos produtivos.

Expansão e consolidação de áreas estratégicas
A reforma administrativa também deu autonomia a setores que antes eram integrados a outras áreas. É o caso da Aquicultura, que agora possui um programa próprio, e da Biotecnologia, que deixou de ser um projeto especial para se tornar um Programa de Pesquisa consolidado.

Houve ainda o redesenho de linhas de estudo já existentes para ampliar seu alcance. O setor de grãos passou a englobar também fibras e energia, enquanto a área de recursos hídricos foi atualizada para abranger recursos ambientais e silvicultura.

Estrutura completa para o agronegócio mineiro
Com o encerramento das reformulações, a Epamig passa a operar com 14 frentes de atuação voltadas ao desenvolvimento agropecuário. A lista inclui desde cadeias produtivas tradicionais, como cafeicultura e bovinocultura, até nichos em expansão, como a vitivinicultura e a olivicultura. O portfólio completo abrange: Agroecologia; Agropecuária de Precisão e Digital; Aquicultura; Biotecnologia; Bovinocultura; Cafeicultura; Cana-de-açúcar e Cachaça de Alambique; Flores, Hortaliças e Plantas Medicinais; Fruticultura; Grãos, Fibras e Energia; Leite e Derivados; Olivicultura; Recursos Ambientais e Silvicultura; e Vitivinicultura. Com informações da Agência Minas

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