Guarda Municipal orienta mulheres sobre defesa pessoal e proteção

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Pará de Minas iniciou um projeto voltado à segurança, à prevenção da violência e ao acolhimento das mulheres. Com o tema “Além do Rosa: Mulheres Seguras, Vozes Acolhidas”, a iniciativa foi apresentada na quinta-feira, 29 de outubro, em um encontro que reuniu servidoras municipais e representantes de entidades ligadas aos direitos das mulheres e à prevenção do uso de drogas.

Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

A programação combinou orientações sobre prevenção de situações de risco, informações sobre a legislação referente ao spray de pimenta, atividade prática de manuseio do equipamento e reflexões sobre a importância da saúde emocional. A proposta é ampliar o acesso das mulheres ao conhecimento necessário para reconhecer ameaças, buscar ajuda e agir com mais segurança diante de possíveis situações de violência.

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Segurança e prevenção no dia a dia
A GCM Ana Luíza Vilaça explicou que a iniciativa pretende ampliar o debate sobre o cuidado com as mulheres para além das ações de prevenção à saúde física, tradicionalmente associadas ao Outubro Rosa.

Segundo ela, os casos frequentes de violência reforçam a necessidade de abordar também a segurança pessoal e a saúde mental. O treinamento apresentou informações sobre a legislação relacionada ao uso do aerossol de extratos vegetais, conhecido como spray de pimenta, incluindo as condições para aquisição e utilização do produto.

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Ana Luíza ressaltou que o conhecimento prático pode ajudar as participantes a reagir com mais preparo em situações de emergência. Entre as orientações estão manter o equipamento em local de fácil acesso, mas protegido de crianças, e evitar deixá-lo em ambientes muito quentes, já que se trata de um aerossol inflamável.

O treinamento também abordou posicionamento, condições do ambiente e cuidados sobre onde e como utilizar o dispositivo.

A agente destacou ainda a importância de perceber sinais que podem anteceder uma agressão. Restrições impostas à mulher e comportamentos de controle podem representar alertas, assim como situações de risco nas ruas.

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Ela recomendou atenção ao caminhar, evitando distrações excessivas com o celular ou fones de ouvido, além de observar o entorno e procurar locais movimentados caso perceba que está sendo seguida.

Na avaliação de Ana Luíza, o spray deve ser entendido como um recurso para criar uma oportunidade de afastamento e permitir que a mulher procure ajuda, e não como instrumento para enfrentar ou ameaçar um agressor.

Legislação e uso responsável do spray de pimenta
A GCM Mary Moreira detalhou os cuidados legais relacionados à aquisição e ao uso do equipamento. Conforme explicou, a legislação aprovada em julho estabelece condições para que mulheres possam adquirir o produto, incluindo idade mínima de 18 anos e comprovação de ausência de antecedentes relacionados a determinados crimes.

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Durante a atividade, as participantes receberam orientações sobre as responsabilidades envolvidas no uso do spray. Mary alertou que o manuseio inadequado pode comprometer a eficácia do equipamento, provocar que a própria usuária seja atingida e gerar consequências legais, dependendo das circunstâncias.

Por isso, a recomendação é utilizar o recurso somente para repelir uma agressão injusta e se afastar do perigo, buscando atendimento assim que possível.

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A agente também apresentou os canais de proteção disponíveis em Pará de Minas. Em situações de violência que estejam acontecendo naquele momento, as mulheres podem acionar a Guarda Civil Municipal pelo telefone 153 ou recorrer à Polícia Militar.

Outro serviço mencionado foi a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), vinculada à Polícia Civil, que oferece atendimento direcionado às mulheres.

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Rede de apoio para romper o ciclo da violência
Mary Moreira destacou que a proteção não se limita à reação durante uma agressão. Muitas mulheres permanecem em relacionamentos violentos por medo, insegurança ou falta de suporte para enfrentar as consequências de buscar ajuda.

Em Pará de Minas, segundo ela, há uma rede de atendimento que inclui o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, a Procuradoria da Mulher, na Câmara Municipal, e os serviços de assistência social do município. A agente também mencionou a previsão de implantação do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CREAM), como mais uma estrutura de apoio.

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A orientação é que mulheres que estejam sofrendo qualquer tipo de violência procurem os serviços disponíveis, mesmo quando não se trata de uma emergência em andamento.

“Quanto mais mulheres informadas, mais mulheres protegidas”, resumiu Mary ao explicar o propósito da ação. Ela reforçou que a Guarda Municipal está disponível para esclarecer dúvidas e levar as orientações a outros públicos.

Saúde emocional também faz parte do cuidado
Além das instruções sobre segurança, o encontro contou com a participação da psicóloga Márcia de Sales Alves, integrante da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Pará de Minas.

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A profissional abordou a importância da saúde mental e os impactos que o adoecimento emocional pode provocar. Para estimular a participação das mulheres presentes, utilizou um pequeno questionário interativo, estratégia escolhida para tornar a atividade mais dinâmica e aproximar o conteúdo da realidade das participantes.

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Márcia avaliou que a combinação entre explicações teóricas e atividades práticas contribuiu para o aprendizado. Ela também parabenizou a organização e destacou a relevância de iniciativas que permitem maior interação com o público.

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Representantes destacam importância da iniciativa
Presidente do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas de Pará de Minas (Comad), Neide Maria de Almeida participou do encontro e ressaltou o valor das orientações para ampliar a consciência sobre os riscos e as formas de proteção.

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Para ela, a capacitação ajuda as mulheres a compreenderem melhor como agir diante de situações perigosas e fortalece a percepção sobre a importância de sua segurança. Neide também destacou a relação entre a iniciativa e o Outubro Rosa, defendendo que o autocuidado inclua, além da prevenção ao câncer de mama, a proteção pessoal e a saúde emocional.

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Naliene Gonçalves Clemente, representante do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, também aprovou a atividade. Ela considerou importante que as mulheres aprendam a utilizar corretamente o equipamento antes de adquiri-lo e destacou a combinação de conteúdo teórico e treinamento prático.

A GCM Ana Luíza Vilaça agradeceu às representantes dos conselhos, à direção da Escola Municipal São Judas Tadeu e às servidoras que participaram, além das profissionais ligadas à saúde mental que contribuíram com a programação.

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Projeto-piloto poderá chegar a empresas e instituições
De acordo com Mary Moreira, a atividade foi planejada como um projeto-piloto, com o objetivo de avaliar a receptividade das participantes e aprimorar a iniciativa para novas edições. Segundo ela, o retorno inicial foi positivo, e a intenção da Guarda Civil Municipal é ampliar o alcance das orientações.

Empresas, instituições e outros estabelecimentos interessados em oferecer a capacitação às funcionárias podem solicitar informações diretamente à Guarda Municipal.

O atendimento presencial é realizado na sede da corporação, localizada na Rodoviária de Pará de Minas. Também é possível entrar em contato pelo telefone 153.

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