Acesso bloqueado, vendas em queda, lojas fechadas e falta de ação da prefeitura preocupam comerciantes da Melo Guimarães

Fechamento de acesso preocupa comerciantes

As mudanças no trânsito que prejudicaram a região das ruas Melo Guimarães, Fernando Otávio e da praça Francisco Valadares voltaram ao debate na Câmara Municipal de Pará de Minas. Durante a 37ª Reunião Ordinária, realizada ontem, 27 de outubro, o presidente do Legislativo, Geraldo Magela de Almeida, o Geraldinho Cuíca, voltou a defender medidas para reduzir os impactos das alterações viárias sobre os estabelecimentos comerciais da região.

A principal preocupação está relacionada ao fechamento do acesso no canteiro central da avenida Argentina, sentido rua Manoel Batista em direção à praça Santaliana Duarte e à rua Fernando Otávio, após a implantação de uma rotatória no encontro das avenidas Argentina e Alano Melgaço, da rua Nova Serrana e do acesso ao bairro Jardim Castelo Branco.

Segundo os relatos apresentados pelos vereadores, a mudança reduziu o fluxo de veículos que circulavam pela rua Fernando Otávio e prejudicou o movimento nos estabelecimentos comerciais próximos. A situação também afeta a região conhecida como Melo Guimarães e o entorno da Praça da Gruta.

Vereadores relatam queda nas vendas e fechamento de lojas
O vereador Claudinei Secundino do Nascimento afirmou ter reunido assinaturas de comerciantes que relatam uma queda acentuada no faturamento após as mudanças no trânsito. De acordo com ele, alguns estabelecimentos já encerraram as atividades e outros estão prestes a fazer isso.

Claudinei também levantou questionamentos sobre os motivos que levaram à alteração da circulação de veículos. Ele chegou a indagar se a nova configuração viária teria sido adotada para favorecer um empreendimento comercial situado na região do bairro São Cristóvão. A hipótese foi apresentada pelo vereador como um questionamento.

A discussão evidencia a preocupação dos representantes municipais com os efeitos da organização do trânsito sobre a atividade econômica local, especialmente em áreas comerciais que dependem da facilidade de acesso e da circulação de consumidores.

Geraldinho Cuíca acompanha o caso desde 2025
O presidente da Câmara afirmou que acompanha a situação desde 2025, quando esteve na região para conversar com comerciantes e avaliar as dificuldades enfrentadas. Na ocasião, segundo ele, também participou das conversas o então secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Marcos Vinícius de Oliveira Santos, com quem foi realizado um levantamento das demandas dos estabelecimentos.

Geraldinho relatou que, durante as tratativas, o prefeito teria informado que contrataria uma empresa especializada para elaborar um estudo de trânsito e propor mudanças mais amplas na circulação de veículos em Pará de Minas. Entretanto, conforme o presidente, mais de um ano se passou desde as conversas iniciais, e os comerciantes continuam enfrentando dificuldades.

Na avaliação do vereador, a situação exige providências que considerem tanto a mobilidade urbana quanto as condições necessárias para manter o comércio em funcionamento. Ele argumentou que estabelecimentos comerciais precisam contar com acessos que facilitem a chegada dos consumidores, citando como exemplos regiões da cidade onde a existência de diferentes vias de acesso favorece a circulação.

Possíveis intervenções voltam à discussão
Geraldinho Cuíca defendeu uma nova avaliação da configuração viária na região. Entre as possibilidades mencionadas estão a abertura do canteiro central para restabelecer alternativas de circulação, a implantação de sinalização semafórica e uma revisão da rotatória próxima ao posto de combustíveis, onde, segundo ele, há momentos de confusão no trânsito.

O presidente reconheceu que um estudo técnico seria importante para orientar as decisões, mas ponderou que a espera por uma análise mais ampla não deveria impedir medidas capazes de amenizar os prejuízos enquanto uma solução definitiva não é definida.

Ele também citou a possibilidade de buscar apoio de um engenheiro de trânsito, servidor efetivo do município, para avaliar alternativas que possam melhorar a circulação e facilitar o acesso aos estabelecimentos.


A proposta defendida é reunir esforços entre a Prefeitura e os setores envolvidos para identificar ajustes viáveis, sem ignorar as necessidades de mobilidade da cidade nem os impactos econômicos relatados pelos comerciantes:

Geraldinho Cuíca
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Diálogo entre Prefeitura e comerciantes é apontado como necessário
Ao retomar o assunto na Câmara, Geraldinho Cuíca destacou que já ocorreram reuniões com representantes do comércio, mas considerou necessário avançar das discussões para medidas concretas. A preocupação é que a continuidade da situação provoque novos encerramentos de atividades e amplie as dificuldades dos empresários da região.

O debate coloca em evidência o desafio de conciliar intervenções no trânsito com a preservação da circulação de consumidores em áreas comerciais. Para os vereadores que abordaram o tema, a reavaliação das mudanças e a busca por alternativas técnicas são caminhos para tentar reduzir os prejuízos relatados e melhorar as condições de acesso aos estabelecimentos.

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