GRNEWS TV: Por que tantas mulheres demoram a perceber que estão vivendo uma situação de violência
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Andréa Moreira, psicóloga e presidente da Associação Por Elas, falou sobre a campanha Agosto Lilás tem como objetivo fortalecer a conscientização, a prevenção e o enfrentamento da violência contra a mulher. Para Andrea, psicóloga e presidente da Associação Por Elas, campanhas temáticas ajudam a colocar determinados assuntos no centro das atenções e estimulam a responsabilidade coletiva.
A mobilização deste ano ganha ainda mais destaque porque a Lei Maria da Penha completa 20 anos. A legislação modificou a forma de enfrentamento da violência contra as mulheres no Brasil e reforçou a necessidade de proteção.
Violência vai além da agressão física
Segundo Andrea, a violência física costuma ser mais facilmente identificada por deixar marcas no corpo. Já a violência psicológica pode permanecer escondida por muito tempo. Ameaças, humilhações, manipulação, isolamento, controle e atitudes que provocam medo, insegurança e redução da autoestima também fazem parte desse tipo de violência.
A especialista explica que esse processo pode ser banalizado e dificultar a percepção da própria vítima sobre o que está acontecendo.
Abuso pode enfraquecer a vítima
De acordo com Andrea, a convivência prolongada em um ambiente abusivo pode comprometer a autoestima e levar a mulher a acreditar que não conseguirá viver sem aquele relacionamento. A dependência e a normalização de determinados comportamentos também podem dificultar a busca por ajuda.
Ela ressalta que nenhuma mulher ou qualquer outro ser humano deve aceitar situações de violência.
Conflito não justifica agressão
A psicóloga também diferencia uma discussão de uma situação de violência. Em momentos de tensão, a orientação é interromper o confronto, afastar-se e retomar a conversa quando houver condições para dialogar.
Andrea alerta ainda que a violência doméstica afeta toda a família. Crianças expostas a esse ambiente podem carregar consequências emocionais e traumas ao longo da vida, reforçando a necessidade de interromper a banalização da violência.
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