GRNEWS TV: Agosto Lilás reforça importância de reconhecer a violência contra a mulher e fortalecer a rede de proteção
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Andréa Moreira, psicóloga e presidente da Associação Por Elas, abordou os desafios do combate à violência contra a mulher e destacou a importância do Agosto Lilás. A conversa tratou de situações que podem passar despercebidas, especialmente quando a violência não envolve agressão física.
Controle sobre celular, amizades, roupas, dinheiro e horários pode fazer parte de relações abusivas. A dificuldade de reconhecer esses sinais também pode levar a vítima a normalizar comportamentos violentos após longo período de convivência.
Romper o ciclo pode levar tempo
A conversa também abordou o motivo pelo qual algumas mulheres denunciam e depois recuam. Medo, ameaças, dependência financeira, filhos e falta de apoio podem dificultar o rompimento. Por isso, questionamentos sobre por que a vítima não deixa a relação podem ser prejudiciais.
Familiares e amigos têm papel importante, mas precisam agir sem julgamentos e sem aumentar a vulnerabilidade da mulher. O fortalecimento da autonomia pode exigir acompanhamento durante meses ou até mais de um ano.
Rede de proteção em Pará de Minas
Em Pará de Minas, o atendimento envolve estruturas como o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal e projeto Por Elas. O CREAS registra entre 10 e 20 atendimentos semanais relacionados a mulheres em situação de violência.
Outro destaque é a futura instalação do Centro Especializado de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CREAM), que contemplará Pará de Minas entre as 24 cidades beneficiadas. O centro terá equipe própria, atendimento exclusivo e atuação integrada com assistência social, saúde, educação, Justiça e forças de segurança.
A proposta inclui ainda atendimento itinerante para ampliar o acesso na zona rural. A integração busca reduzir a necessidade de a vítima repetir sua história em diferentes órgãos e tornar o atendimento mais humanizado.
Prevenção envolve toda a sociedade
Andréa também destacou a necessidade de envolver homens, famílias, escolas e toda a sociedade na prevenção. Reconhecer sinais de violência e saber como agir diante de uma suspeita são atitudes importantes para fortalecer a proteção e evitar que a vítima enfrente o processo sozinha.
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