Programa Miguilim atende cerca de 300 crianças e adolescentes com consultas oftalmológicas em Pará de Minas

Atendimento no AME busca identificar dificuldades de visão entre estudantes e garantir óculos ou encaminhamento para especialistas quando necessário

Enxergar bem também está diretamente relacionado à rotina de aprendizagem. Dificuldades para acompanhar o que está escrito no quadro, necessidade de mudar de lugar dentro da sala, queixas de dor ou ardência nos olhos e outros sinais podem ser percebidos no ambiente escolar e levados ao conhecimento da família e da rede de atendimento.

Em Pará de Minas, uma nova etapa do Programa Miguilim começou nesta segunda-feira (10), reunindo as áreas de Saúde e Educação para avaliar crianças e adolescentes que apresentaram dificuldades relacionadas à visão. Cerca de 300 estudantes, com idades entre 5 e 14 anos, passam por consultas oftalmológicas no AME ao longo de três dias.

Os atendimentos seguem até quarta-feira (12), das 7h às 17h, sempre conforme agendamento prévio. A iniciativa permite que os estudantes sejam avaliados por um oftalmologista e, nos casos em que houver indicação, tenham acesso a óculos ou sejam encaminhados para acompanhamento especializado.

Terceiro ano do programa em Pará de Minas
Responsável Técnica da Junta Reguladora de Pará de Minas, Mayra Baêta explica que o Programa Miguilim é desenvolvido por meio de uma parceria com o Estado e que esta é a terceira edição realizada no município.

Segundo ela, o trabalho começa nas próprias escolas. Antes de chegar ao atendimento oftalmológico, os estudantes passam por uma triagem realizada pelas unidades de ensino. A partir dessa observação, as crianças que apresentam dificuldades dentro da sala de aula são encaminhadas para a Junta Reguladora, responsável pelo agendamento das consultas.

Nesta etapa, 100 crianças são atendidas por dia durante os três dias de programação. Os estudantes já chegam ao AME com horário definido para a avaliação.

Mayra destaca que a ação desta semana contempla crianças e adolescentes de 5 a 14 anos e que os atendimentos são realizados durante todo o período entre 7h e 17h.

Após a consulta, o procedimento varia conforme a avaliação médica. Quando existe indicação para uso de óculos, a criança pode escolher a armação. A entrega, entretanto, será realizada posteriormente.:

Mayra Baêta
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Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Encaminhamentos para especialistas
A consulta oftalmológica não representa necessariamente a etapa final para todos os estudantes. Conforme explica Mayra Baêta, quando o médico identifica a necessidade de que a criança seja avaliada por outro especialista, o pedido permanece com a equipe responsável pelo programa.

A partir dessa indicação, a Junta Reguladora realiza posteriormente o agendamento com o profissional indicado pelo oftalmologista.

Entre as situações mencionadas estão casos de estrabismo e outras condições que exigem acompanhamento específico. Mayra também explica que crianças que já possuem diagnóstico prévio de autismo ou dislexia podem ser encaminhadas ao oftalmopediatra quando essa avaliação for considerada necessária.

Dessa maneira, o atendimento possibilita diferentes encaminhamentos a partir da avaliação realizada pelo oftalmologista, desde a indicação de óculos até a continuidade do acompanhamento com um especialista.

Escola ajuda a identificar dificuldades
A triagem realizada pelas escolas ocupa uma posição importante dentro do funcionamento do Programa Miguilim. Como os estudantes permanecem diariamente no ambiente escolar, dificuldades relacionadas à visão podem ser percebidas durante as atividades.

Aureliana das Graças Silva, mãe de Emanuela, de 7 anos, estudante da Escola Municipal Orosina Cecílio Mendonça, conta que a própria escola percebeu mudanças no comportamento da filha relacionadas à visão.

Segundo Aureliana, Emanuela apresentava dificuldade para enxergar e precisava mudar de lugar dentro da sala para conseguir visualizar melhor. A mãe também relata que a menina vinha apresentando queixas relacionadas aos olhos em casa.

Entre os sintomas relatados estavam dor e ardência. Assim, a dificuldade não era percebida apenas durante as atividades escolares, mas também fazia parte das reclamações da criança no ambiente familiar.

Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Para Aureliana, a observação realizada pela escola é importante porque os profissionais conseguem acompanhar de perto como a criança reage durante os momentos de estudo. Ela destaca que situações como a dificuldade para enxergar o quadro podem ser percebidas pelo professor durante a rotina da sala de aula:

Aureliana das Graças Silva
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Experiência semelhante em outra família
A família de Vanessa Maria Soares também já passou pelo Programa Miguilim. O filho mais velho, Isaias, de 10 anos, foi atendido anteriormente pela iniciativa. Agora, o atendimento é destinado a Elias, de 5 anos, aluno do CMEI Raymundo Mendonça.

Vanessa conta que vinha recebendo reclamações do filho relacionadas à visão. O menino dizia que não estava enxergando corretamente e também apresentava irritação nos olhos.

Assim como aconteceu com Emanuela, a dificuldade também foi percebida no ambiente escolar. Segundo Vanessa, a reclamação relacionada à visão surgiu na própria creche.

A experiência anterior da família com o programa também é destacada pela mãe. Isaias já havia sido atendido e recebeu os óculos por meio da iniciativa. Atualmente, segundo Vanessa, o filho mais velho não utiliza o acessório.

Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Com a chegada de Elias ao atendimento, a família volta a recorrer ao Programa Miguilim para investigar as dificuldades apresentadas pelo menino e receber a orientação decorrente da avaliação oftalmológica:

Vanessa Maria Soares
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Mais de 500 crianças atendidas em 2025
Os atendimentos realizados nesta semana dão continuidade a um trabalho que já alcançou centenas de crianças em Pará de Minas.

Somente em 2025, mais de 500 crianças foram atendidas pelo Programa Miguilim. No mesmo período, mais de 250 receberam óculos.

Os números fazem parte do histórico da iniciativa no município, que chega agora ao terceiro ano. A nova etapa envolve aproximadamente 300 estudantes, todos com idades entre 5 e 14 anos e previamente encaminhados para consulta.

O processo começa com a identificação das dificuldades nas escolas. Depois da triagem, os estudantes são encaminhados para a Junta Reguladora, que organiza os agendamentos. A consulta com o oftalmologista determina a necessidade de óculos ou de outros encaminhamentos.

Quando o uso de óculos é indicado, a criança participa da escolha da armação, com a entrega prevista para um momento posterior. Nos casos em que o médico identifica a necessidade de avaliação especializada, a rede dá continuidade ao encaminhamento.

Atendimento segue até quarta-feira
A atual etapa do Programa Miguilim começou nesta segunda-feira (10) e continua até quarta-feira (12), no AME. Cerca de 300 crianças e adolescentes passarão pelas consultas ao longo dos três dias.

A programação prevê 100 atendimentos por dia, das 7h às 17h, sempre conforme os horários previamente agendados.

A iniciativa reúne Saúde e Educação em um fluxo que começa nas escolas, onde são identificados estudantes com dificuldades de visão, e prossegue com a avaliação oftalmológica. Conforme o resultado da consulta, a criança pode receber indicação para uso de óculos ou ser direcionada para avaliação com outro especialista.

Os relatos das famílias também mostram como os sinais podem aparecer tanto na rotina escolar quanto em casa. No caso de Emanuela, a escola percebeu a dificuldade para enxergar e a mãe relatou dor e ardência nos olhos. Já Elias chegou ao atendimento depois de reclamações sobre a visão e de uma percepção semelhante por parte da creche.

Com a terceira edição do programa em Pará de Minas, a etapa iniciada nesta semana amplia o atendimento oftalmológico para cerca de 300 estudantes e mantém o trabalho de identificação, avaliação e encaminhamento de crianças e adolescentes que apresentam dificuldades relacionadas à visão.

Divulgação/Prefeitura de Pará de Minas

Sobre o Programa Miguilim
O Programa Miguilim é uma iniciativa intersetorial do Governo de Minas Gerais, desenvolvida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG). Instituído no segundo semestre de 2023, o programa visa promover e proteger a saúde ocular e auditiva de crianças e adolescentes matriculados na rede pública de ensino básica.

Origem do nome
O nome do programa homenageia o clássico personagem Miguilim, da obra Campo Geral do escritor mineiro Guimarães Rosa. Na história, o garoto sertanejo enxerga o mundo de uma forma totalmente nova e reveladora ao colocar óculos pela primeira vez, simbolizando o impacto transformador da assistência à saúde visual no desenvolvimento e aprendizado.

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