Escolha alimentos da estação para comer melhor e pagar menos

O desenvolvimento dos cultivos agrícolas sofre ação direta das oscilações climáticas no decorrer dos meses. Compreender e adotar o consumo de itens sazonais viabiliza a identificação dos momentos em que frutas, legumes e verduras alcançam a sua máxima qualidade nutricional e chegam aos pontos de venda com valores mais acessíveis.

O conceito de alimentação sazonal fundamenta-se em priorizar a compra de insumos no período natural de sua colheita, respeitando o ritmo de crescimento de cada espécie. Essa prática assegura a entrega de um perfil nutricional elevado, já que produtos colhidos na época certa retêm concentrações superiores de vitaminas e minerais. Além disso, a abundância na oferta reduz os custos finais ao consumidor, enquanto a menor exigência de transporte, estufas e insumos de conservação promove a sustentabilidade e garante itens mais frescos e saborosos.

As necessidades do organismo também acompanham esse ciclo. No inverno, o corpo demanda maior aporte de vitaminas A e C, além de pratos quentes. Já no verão, a prioridade volta-se para a hidratação contínua.

Estratégias para incorporar a safra na rotina
A inclusão desses itens no dia a dia pode ser estruturada por meio de passos simples:

Acompanhamento dos calendários de safra regionais;

Variabilidade do cardápio conforme a época do ano;

Valorização da produção local para obter preços baixos e frescor;

Frequência em feiras livres e hortifrútis;

Planejamento das compras de acordo com os produtos do período.

Variedade de itens da safra por estação e região
Ao longo das quatro estações, a produção nacional distribui-se com características marcantes em cada localidade:

Durante a primavera, período marcado pela transição e leveza, o Norte destaca-se pelo açaí, cupuaçu, banana, mandioca, maxixe e quiabo. No Nordeste, sobressaem manga, caju, melão, abóbora, quiabo e chuchu. O Centro-Oeste oferta banana, goiaba, manga, milho verde, abóbora e cenoura. No Sudeste, a produção foca em morango, abacaxi, maracujá, laranja, abobrinha, cenoura, beterraba, rúcula e agrião. O Sul apresenta morango, pêssego, maçã, couve-flor, repolho e alface.

Nos meses de verão, com temperaturas elevadas que pedem itens refrescantes e saladas, o Norte produz açaí, cupuaçu, banana, mandioca, jambu e quiabo. O Nordeste conta com manga, melancia, coco, caju, abóbora, pepino e quiabo. O Centro-Oeste disponibiliza melancia, abacaxi, banana, milho verde, abobrinha e tomate. O Sudeste colhe melancia, uva, abacaxi, manga, tomate, pepino, berinjela e abobrinha. Na Região Sul, o mercado é abastecido com uva, ameixa, pêssego, tomate, pepino e folhas verdes.

Com a chegada do outono e do clima ameno, que favorece receitas quentes, o Norte registra banana, cupuaçu, graviola, mandioca, cará e maxixe. O Nordeste colhe banana, goiaba, coco, abóbora, macaxeira e feijão-verde. O Centro-Oeste apresenta banana, mamão, goiaba, abóbora, mandioca e milho. No Sudeste, os destaques são maçã, pera, banana, caqui, abóbora, cenoura, batata-doce e couve. O Sul produz maçã, pera, uva Niágara, abóbora, batata, repolho e brócolis.

No inverno, momento em que o consumo se volta para caldos, sopas e assados, a Região Norte oferta banana, açaí, cupuaçu, mandioca, cará e jambu. O Nordeste disponibiliza banana, laranja, mamão, abóbora, macaxeira e feijão-verde. O Centro-Oeste conta com laranja, banana, goiaba, abóbora, mandioca e milho. O Sudeste produz laranja, tangerina, banana, couve, brócolis, cenoura e abóbora. A Região Sul colhe laranja, maçã, bergamota, couve, repolho, brócolis e cenoura.

A adequação das escolhas ao calendário agrícola otimiza a absorção de nutrientes essenciais e atua na prevenção de deficiências no organismo. Essa dinâmica acompanha perfeitamente as exigências biológicas de cada época, oferecendo maior teor hídrico durante os dias quentes e reforço imunológico nos períodos frios. Com informações da Assessoria de Comunicação da Nutricionista Mestre Adriana Stavro.

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