GRNEWS TV: Dependência digital por uso excessivo do celular afeta comportamento de crianças e adultos

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Neide Almeida, presidente do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas de Pará de Minas (COMAD), além dos conselheiros Denise Alencar Donisete de Castro e Adilson Alves da Silva, representantes do COMAD no município, abordaram ações do Conselho, Projeto Girassol e Conferência Municipal de Políticas Sobre Drogas.

Celular preocupa famílias e especialistas
O avanço da tecnologia trouxe benefícios importantes para a educação, comunicação e acesso à informação. Durante a pandemia, por exemplo, o celular foi uma ferramenta essencial para manter estudantes conectados às aulas e aos conteúdos escolares. No entanto, especialistas alertam que o uso excessivo das telas vem provocando impactos preocupantes no comportamento de crianças, adolescentes e até adultos.

O tema voltou ao centro dos debates após discussões sobre a proibição do celular nas escolas e a abertura de novas consultas públicas sobre o assunto. Para profissionais da saúde e assistência social, o problema não está apenas no aparelho, mas na forma como ele é utilizado no dia a dia.

Segundo especialistas, o excesso de tempo diante das telas tem reduzido a convivência social e aumentado problemas emocionais, dificuldades de comunicação e até comportamentos antissociais. Crianças que antes passavam horas brincando ao ar livre hoje permanecem grande parte do tempo conectadas à internet, muitas vezes sem limites ou supervisão adequada.

Famílias enfrentam novos desafios na educação
Assistentes sociais relatam que muitos pais acreditam que os filhos estão protegidos apenas por permanecerem dentro de casa. Porém, no ambiente virtual, crianças e adolescentes podem ter acesso a diversos conteúdos inadequados, além de desenvolver dependência digital.

Outro ponto preocupante é a perda gradual da capacidade de concentração e convivência. Há pessoas que já não conseguem ouvir mensagens de áudio em velocidade normal e enfrentam dificuldade para manter conversas presenciais ou realizar tarefas simples sem recorrer ao celular.

Especialistas alertam que o vício digital acontece de forma lenta e silenciosa. O hábito começa com poucos minutos por dia e, aos poucos, toma espaço de outras atividades importantes, como estudo, lazer, exercícios físicos e convivência familiar.

Apoio e equilíbrio são fundamentais
Profissionais defendem que o combate ao uso excessivo das telas exige diálogo, limites e participação ativa das famílias. O desafio, segundo eles, é encontrar equilíbrio entre os benefícios da tecnologia e a preservação das relações humanas.

Representantes do Comad reforçam que a dependência digital já deve ser tratada como uma questão importante de saúde e convivência social. O tema estará entre os assuntos debatidos na próxima Conferência Municipal de Políticas sobre Drogas, que busca discutir alternativas para fortalecer a prevenção e o apoio às famílias diante dos novos desafios da sociedade moderna.

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